quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Falerística e Traje académico

Entre as muitas curiosidades de que a Falerística Portuguesa é rica, vamos destacar um pequeno detalhe ligado ao uso de condecorações nos trajes académicos.

Efectivamente, quando o esforço de mobilização de tropas para o Império se intensificou e começaram a ser publicadas as Portarias que criaram as Passadeiras para as fitas da Medalha Comemorativa das Campanhas e Expedições do Exército Português (de acordo com o Regulamento da Medalha Militar de 1946), quase sempre, um dos artigos do mesmo diploma previa esta situação.

Assim, e a título de exemplo, transcrevemos o artigo de uma destas Portarias:
Artigo 5-º - Os estudantes universitários que tiverem direito à medalha Comemorativa a que se refere a presente Portaria poderão ostentá-la ao peito, do lado esquerdo, quando façam uso de vestuário tradicional de capa e batina.

Estas foram as Portarias que criaram passadeiras específicas para esta medalha, que tinha duas variantes: expedições e campanhas. A medalha em si era a mesma mas conforme a situação, era usada suspensa de fita com padrão diferente.


MEDALHA COMEMORATIVA DAS EXPEDIÇÕES
(Fita de suspensão branca com orlas vermelhas)

ÍNDIA (anos)”
- Portaria nº 16.669, de 19 Abril 1958
- Portaria nº 17.818, de 14 Junho 1960

TIMOR, 1945-1946
- Portaria de 12 Agosto 1958, do MDN

CABO VERDE (anos)”
- Portaria nº 20.563, de 7 Maio 1964

GUINÉ (anos)”
- Portaria nº 20.565, de 7 Maio 1964

S. TOMÉ E PRINCIPE (anos)”
- Portaria nº 20.566, de 7 Maio 1964

ANGOLA (anos)”
- Portaria nº 20.567, de 7 Maio 1964

MOÇAMBIQUE (anos)”
- Portaria nº 20.568, de 7 Maio 1964

MACAU (anos) ”
- Portaria nº 20.569, de 7 Maio 1964

TIMOR (anos)”
- Portaria nº 20.570, de 7 Maio 1964

ULTRAMAR (anos)”
- Portaria nº 21.813, de 20 Janeiro 1966


MEDALHA COMEMORATIVA DAS CAMPANHAS
(Fita de suspensão verde com orlas vermelhas)

NORTE DE ANGOLA (anos)”
- Portaria nº 19.683, de 4 Fevereiro 1963

GUINÉ (anos)”
- Portaria nº 20.564, de 7 Maio 1964

ULTRAMAR (anos)”
- Portaria nº 21.813, de 20 Janeiro 1966

MOÇAMBIQUE (anos)”
- Portaria nº 21.941, de 6 Abril 1966

ANGOLA (anos)”
- Portaria nº 22.838, de 21 Agosto 1967

Ainda hoje, e de acordo com o novo Regulamento da Medalha Militar de 2002, esta medalha comemorativa tem estas duas variantes de concessão, sendo que a que é atribuída aos militares que são destacados nas várias Missões de Paz e Humanitárias, é a Medalha Comemorativa de Comissões de Serviço Especiais das Forças Armadas Portuguesas, e como tal, usa fita de cor branca com orlas vermelhas.


Embora perfeitamente regular pelo que vimos, não deixa de ser curioso o despacho, a baixo transcrito, em que, alguns ex-Oficiais milicianos do Exército expedicionários à Índia, agora estudantes universitários em Coimbra, solicitaram e foram autorizados a usar da referida medalha.

Decreto de 16 Maio 1958 (Diário de Governo n.º 122 / II Série / 1958)
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional e interino do Exército, condecorar com a Medalha Comemorativa das Expedições ao Estado da Índia os seguintes Oficiais milicianos na situação de disponibilidade e presentemente estudantes da Universidade de Coimbra:
Tenente miliciano de Infantaria Luís Lopes Pereira
Alferes miliciano de Infantaria Rui Fernandes Leal Marques
Alferes miliciano de Infantaria José Carlos de Melo Azevedo Coelho de Campos
Alferes miliciano de Infantaria Rui Weber de Mendonça
Alferes miliciano de Artilharia Joaquim Ubach Ferrão
Alferes miliciano de Artilharia Pedro Expedito Coimbra Ferreira


Aqui uma foto que lembra esses tempos de sacrifício em que a nação mobilizou centenas de milhares dos seus jovens em nome de Portugal. No caso, um desfile de Expedicionários (e sua mascote "Bobby") a desfilarem em Lisboa antes de embarcarem para a Índia Portuguesa (1959).


Muito curioso seria poder observar, e apresentar, algumas fotos em que estudantes universitários, vestidos a rigor, usassem orgulhosamente as suas medalhas comemorativas, sinal público de dever cumprido em longínquas terras mas sempre em nome de Portugal.
Fica esta questão em aberto até que, eventualmente, alguém nos possa ajudar enviando digitais das referidas imagens…

Exposição no V&A Museum - Londres


O Victoria & Albert Museum tem patente uma Exposição - Magnificence of the Emperors –com peças das Colecções dos Museus do Kremlin, de Moscovo, de 10 de Dezembro 2008 a 29 de Março de 2009

Particularmente interessante são as vestes e uniformes ostentando insígnias das Ordens Imperiais bordadas, bem como as vestes usadas pelos Tabardos das ordens nas cerimónias de Coroação, magnificamente conservadas.
Na capa do Catálogo da Exposição pode ver-se a casaca usada pelo tsar Pedro II, datada de 1727-30, com aplicações bordadas em fio de prata e ostentando a insígnia também bordada da Ordem de santo André.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Ordens e condecorações no You Tube

Abre com uma placa da Ordem de Cristo de fabrico Francês e exibe uma insígnia da Ordem de Cristo, de modelo não oficial e pouco comum, uma cruz de Malta, com os braços esmaltados de branco, tendo entre os braços raios, de ouro, carregada ao centro um anel, de ouro, com uma cruz de Cristo (3:12).




Condecorações Romenas




Mais...

Ordem da Jarreteira

Príncipe Guilherme investido como Cavaleiro da Ordem da Jarreteira
15.06.2008



Ordens de Mérito da Igreja Ortodoxa Russa

The Orders Of Merit of the Russian Orthodox Church, por Michael Medvedev

Roubo de insígnias, condecorações e medalhas

Roubo de insígnias de ordens, de condecorações e medalhas na Alemanha

O aumento do número de interessados na Falerística e, em particular, de coleccionadores, conjugado com os elevados preços que a maioria das peças tem vindo a atingir no mercado internacional nas últimas décadas, tornaram aliciante a falsificação de insígnias, de condecorações e medalhas e, encorajaram os roubos.
Michael Autengruber no seu website sobre Falerísitica mantém uma página com informações sobre roubos de insígnias de ordens, condecorações e medalhas perpetrados na Alemanha de 2005 a 2008.
Algumas destas peças têm certamente como público-alvo os coleccionadores, mesmo que tenham de dar a volta ao mundo.
A cooperação entre coleccionadores, antiquários, negociantes e comunicação social partilhando informação, é de suma importância para a recuperação das peças e o desencorajamento deste tipo de actividade criminosa.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Leilão - Paris, 11 de Março 2008



Leilão
de insígnias de Ordens de Cavalaria, Condecorações e Medalhas
da colecção Marcel Schilder et allia
11 de Março de 2009 – 14h00
em Paris – Drout Richelieu Sala 14
Catálogo (em .pdf)
Que inclui insígnias das ordens de S. Luís, Legião de Honra (I Império, Restauração, Monarquia de Julho, II Império e II e III Repúblicas), ordem de S. Fernando, ordem de Sta. Ana, ordem da Casa de Hesse, ordem da Coroa de Ferro, ordem de Nª Srª da Conceição de Vila Viçosa e, uma curiosa e rara placa, em prata, da ordem do Espírito Santo, da época da Restauração, imitando os placards bordados do século XVIII.

Palácio Konstantinovsky - Museu de Condecorações.


O Museu do Hermitage, em São Petersburgo, alberga uma das mais importantes colecções do mundo, de insígnias de ordens de cavalaria e de mérito e de condecorações, com mais de 2500 peças.
As ordens e condecorações Russas, em número de 600, integram peças que pertenceram à Família Imperial, bem como condecorações e medalhas da antiga União Soviética e da Federação Russa.
A colecção encontra-se hoje, parcialmente alojada e em exibição no Palácio Konstantinovsky -Museu de Condecorações.


A mais antiga ordem Russa - de Santo André - foi fundada em 1698-99 pelo tsar Pedro, o Grande, tendo como insígnias, o distintivo (águia bicéfala coroada, de negro, carregada de uma cruz de santo André, de azul, com a imagem do santo crucificado, com a legenda em latim «SAPR» nas pontas da cruz); o colar; a banda, de azul; e a placa de oito pontas, de prata, carregada, ao centro, de um círculo de ouro com o distintivo da ordem , tudo envolvido por coroa circular de azul, com algenda «Za Veru i Vernost» ("Pela Fé e Lealdade").
Seguiu-se por ordem cronológica de fundação, a Ordem de Santa Catarina, fundada também por Pedro I em 1713-14, para comemorar o seu 2º casamento com a tsarina Catarina I destinando-se apenas a senhoras.
A Ordem Imperial de São Alexandre Nevski idealizada pelo tsar Pedro I, foi fundada pela tsarina Catarina I, em 1725, em memória do Santo lendário que defendeu as fronteiras Russas contra os invasores.
Sob Catarina II, surgiram a Ordem de São Jorge, o Triunfante, em 1769, destinada a premiar o valor militar, com quatro graus; a Ordem de São Vladimiro, em 1797, para serviços civis e militares.
Ainda há que mencionar a prestigiada Ordem de Santa Ana, fundada, em Holstein, pelo Duque Carlos Frederico de Holstein-Gottorp em 1735 para comemorar o seu casamento com a Grã-Duquesa Ana Petrovna da Rússia, filha de Pedro I e de Catarina da Rússia.
O filho de ambos Carlos Pedro Ulrich foi declarado herdeiro da Coroa Imperial Russa em 1742, por sua tia a tsarina Isabel, tendo-se tornado Imperador em 1762, Pedro III, reinando apenas 6 meses. Seu filho o tsar Paulo I em 1797 integrou a Ordem de Santa Ana no sistema das ordens imperiais russas.
Para além das insígnias das ordens imperiais o Museu expõe uma vasta colecção de objectos relacionados com as mesmas: serviços de mesa, desenhos de insígnias para vestuário e uniformes e medalhas comemorativas da fundação das ordens.
Além das ordens de cavalaria, o Museu expõe ainda condecorações civis e militares criadas na Rússia desde o reinado de Pedro I, o Grande até ao do infortunado Nicolau II, assassinado pelos bolsheviques em 1917. As pouco conhecidas e raras condecorações dadas durante a guerra civil pelos Exércitos dos Russos Brancos são também contempladas pelo Museu.
Em salas próprias expõe-se a vasta panóplia das condecorações e medalhas conferidas pelo Estado Soviético, bem como as dadas pela Federação Russa, incluindo as ordens restauradas de santo André e de São Jorge.
A exposição permanente inclui, iconografia, texteis e documentação relativa às ordens e condecorações.
Entre as ordens não Russas, o Hermitage possui a melhor colecção existente na Rússia, em número superior a 1000 peças, incluindo insígnias da Ordem do Tosão de Ouro (Espanha e Áustria), da Legião de Honra, desde 1804 à actualidade, da Ordem do Crescente, do Império Otomano e um raríssimo e valioso colar da ordem do Espírito Santo.

domingo, 22 de fevereiro de 2009

Bibliografia Francesa V



La Décoration Du Lis, Bulletin spécial de l’Association d’études historiques Symboles et Traditions, 1988

Jean Yves LABADIE, Dictionnaire des Médaillés de Sainte-Hélène dans L'eure, 3 Vols., Éditions Archives et Culture, 2003-06



Heróis esquecidos

Queremos com esta série de posts, a que daremos o título de “Heróis esquecidos”, relembrar e homenagear alguns Portugueses que ao longo dos últimos cem anos da nossa História, quando enfrentaram momentos de grande perigo se viram obrigados a reagir e tiveram um comportamento digno de registo. Muitos deram a sua vida em nome de Portugal, e em comum, todos foram agraciados pelo Estado Português, pelo que, em geral, tornaremos público o texto do diploma legal que os agraciou.
A Condecoração, enquanto prémio público, concedida por acções meritórias não é só um dever do Estado (por intermédio das suas variadas instituições) mas é, igualmente, um poderoso exemplo para que outros concidadãos dêem o melhor de si, quer em valor como em empenho e talento.
Iremos dar prioridade a pequenos Teatros de Operações ou a pequenas situações de tensão e conflito ocorridas em variados pontos do Império. De igual forma, a ideia é relembrar aqueles que habitualmente ficam de fora dos grandes trabalhos dedicados à acção dos militares dos 3 Ramos das Forças Armadas, como tem acontecido com as campanhas da Guerra do Ultramar. Nestas circunstâncias temos, a título de exemplo, os Sipaios, os Polícias, os Guardas-fiscais, os civis que actuavam como guias e batedores (ou mesmo algumas senhoras), as tropas auxiliares e as forças de milícias e de 2ª linha.



Sipaio Joaquim Amona
[Guerra do Ultramar, Guiné, 1969]
- Louvor e Medalha da Cruz de Guerra de 1ª classe (a título póstumo)
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Minis­tro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Sipaio Joaquim Amona, da Administração do Posto de Binar, porque no ataque particularmente violento que o inimigo efectuou sobre esta localidade em 17 de Julho de 1969, ao tomar parte na reacção das nossas tropas, debaixo de nutrido fogo adversário, conduziu um grupo de caçadores nativos em perseguição do inimigo, de modo a obter uma reacção violenta que fez quebrar o ímpeto inicial da acção. Apesar do intenso fogo, o Sipaio Joaquim, reagindo pelo fogo e movimento, com risco de vida, conseguiu aproximar-se muito dos elementos inimigos, numa acção de coragem, sangue-frio e desprezo pelo perigo, incitando o seu grupo à reacção e conseguindo abater um elemento inimigo a pequena distância, de tal modo que a sua acção plena de decisão e serena energia conseguiu pôr em fuga os elementos inimigos que sobre si faziam fogo, não sem que antes lhe tivessem provocado ferimentos de que veio a falecer.
Para além das qualidades e virtudes evidenciadas nesta acção, que não foram mais do que a confirmação das mesmas já amplamente conhecidas, o Sipaio Joaquim, desde o inicio dos acontecimentos, sempre trabalhou com as nossas tropas, apesar da sua avançada idade, de molde a merecer sempre os mais rasgados elogios, respeito e consideração de quem teve a honra de o ter por colaborador.
Extremamente leal, de acrisolado patriotismo e dedicação pela causa que serviu até morrer, o Sipaio Joaquim soube sempre comportar-se de molde a merecer a consideração, respeito e a admiração pelas qualidades que a todo o momento evidenciava, quer em operações, quer no trato pessoal.
Dispondo em cada militar de um amigo desinteressado, mereceu sempre dos comandantes com quem trabalhou inúmeros louvores e elogios que não só devido às suas qualidades de combatente evoluído, experiente e experimentado, mas também devido às suas qualidades excepcionais de guia das nossas tropas, ainda há bem pouco tempo reconhecidas por um louvor que lhe foi concedido.
Dispunha ainda o Sipaio Joaquim, devido às suas qualidades humanas, de um prestígio difícil de igualar junto de todas as populações da área, o que foi também demonstrado nas cerimónias do seu funeral, que fizeram reunir à sua volta milhares de nativos.
Por tudo o que acima fica exposto, o Sipaio Joaquim Amona, para além da perda que representa, foi bem um exemplo de amor pátrio, dedicação pela causa que serviu de modo exemplar, e digno de ser realçado como personalidade invulgar e merecedor do maior respeito e admiração de todos nós, e elevado exemplo de qualidades e virtudes que nunca será de mais enaltecer.

- Portaria de 5 de Fevereiro de 1970 (Diário de Governo nº 37 / II Série / 1970)



Tenente miliciano Jean Marie Filiol de Raimond
[Ataques fronteiriços, Estado Português da Índia, 1957]
- Medalha de prata de Valor Militar, com palma (a título póstumo)
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, e nos termos do ar­tigo 50° do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, condecorar a título póstumo com a Medalha de prata de Valor Militar, com palma, o Tenente miliciano de Infantaria Jean Marie Filiol de Raimond, porque, uma vez chegado, na noite de 17 para 18 de Setembro de 1957, junto do Posto frontei­riço de Anconém, do distrito de Goa, onde se travava um duro combate havia já algumas horas, indiferente ao intenso fogo de armas automáticas e às granadas de mão constantemente lançadas pelos assaltantes, que procuravam dominar a guarnição portuguesa, tomou o comando de uma fracção da patrulha que acompanhara, a fim de, procurar envolver o inimigo por um dos flancos; e por tal maneira se conduziu, indife­rente ao perigo e debaixo do fogo do atacante, muito superior em número e na qualidade do armamento, que rapidamente contribuiu para que o agressor levantasse o cerco e se pusesse em fuga para o território donde tinha partido e onde, a coberto da fronteira, não podia mais ser perseguido.
Possuidor de rara coragem moral e grande espírito de decisão, procurando infiltrar-se à frente dos seus homens para atingir duramente o inimigo, só deixou de combater com a maior tenacidade quando, atingido mortalmente pelo fogo adver­sário, caiu inanimado, depois de ter incitado os seus subordinados ao cumprimento dos seus deveres para com a Pátria que tinha abraçado com o maior ardor desde a infância.
- Portaria de 10 de Dezembro de 1957 (Diário de Governo nº 251 / II Série / 1957)




Enfermeira Joana de Saúde Pires Tenório
[Guerra do Ultramar, Angola, 1961]
- Medalha de prata de Mérito Feminino – Pela Pátria
Considerando que Joana de Saúde Pires Tenório, Enfermeira nas minas do Mavoio, da Empresa do Cobre de Angola, exerceu notável acção em que muito contribuiu para manter o elevado moral do punhado de portugueses que tão nobre e valentemente asseguraram a defesa daquelas minas, posição chave nas faldas da Serra da Canda, concorrendo assim para a manutenção da soberania nacional naquela região; Considerando que em Março de 1961, quando da onda sanguinária do terrorismo avassalava a região do Mavoio, forçando a evacuação total de mulheres e crianças, ficou voluntariamente até que a região estivesse ocupada militarmente e pacificada, continuando a prestar a elementos do Exército a sua assistência técnica e moral;
Considerando ainda que, com risco da própria vida, demonstrou sempre, sobretudo nos momentos mais críticos, as suas extraordinárias qualidades de abnegação, heroísmo e sacrifício, a par de inexcedível calma, valentia e patriotismo, pelo que deve ser apontada como exemplo de portuguesa que nobremente serviu a Pátria:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de prata de Mérito Feminino – Pela Pátria, por se encontrar ao abrigo do nº 2 do artigo 2º, com referência ao artigo 3º do Decreto-Lei nº 44 566, de 12 de Setembro de 1962, a Enfermeira Joana de Saúde Pires Tenório.

- Portaria de 28 de Setembro de 1962 (Diário de Governo nº 255 / II Série / 1962)

Bibliografia Francesa IV


Anne de Chefdebien, Laurence Wodey et Bertrand Galimard-Flavigny, Ordres et décorations en France, Musée de la Légion d’honneur, 2006

Laurence Wodey and Beatrice Coullaré, L’Insigne de l’honneur. De la Légion à l’étoile, 1802-1815. Paris, Société des amis du musée de la Légion d’honneur, 2005


André DAMIEN, L’art et la Manière de Porter les Décorations, Éditions Art Lys, 1994

André DAMIEN, Le Grand Livre des Ordres de Chevalerie et des Décorations, Éditions Solar, 1991



Catalogue de l’exposition «Grands Colliers, L’orfevrerie Au Service D’un Ideal», Société des Amis du Musée National de la Légion d’honneur et des Ordres de Chevalerie, 1997
Vincent ALLARD, Les Ordres Honorifiques et de Chevalerie, Éditions De Vecchi, 2ª ed., 2004

André SOUYRIS-ROLLAND, Histoire des Distinctions et des Récompenses Nationales, 2 Vols., Éditions Public-réalisations., 1986-1987

André SOUYRIS ROLLAND, Guide des Ordres Civils français et étrangers des médailles d’honneur, des médailles des sociétés, Éditions Public-réalisations -Supcam, 1979

Jacques DEMOUGIN, Les Décorations Francaises, Éditions Du Layeur EDS, 2003
Décorations Officielles Françaises, de L’Administration des Monnaies et Médailles, Imprimerie Nationale, Paris, 1956
Jules MARTIN, Les Décorations Françaises, 1912, rééd., Éditions PECARI, 2000

Michel DESRUES, Légion d’honneur - Ordre de la Libération - Médaille Militaire - Ordre National du Mérite Guide pratique, Éditions des Écrivains, 1999



Jean BATTINI // Witold ZANIEWICKI, Guide Pratique Des Décorations Françaises Actuelles, Éditions Lavauzelle, 3eme ed., 2006

Bibliografia Francesa III

André SOUYRIS-ROLLAND // Gérard LE MAREC, Guide des Ordres et Décorations de la Résistance et de la Libération, 2eme Guerre Mondiale, Éditions Public-réalisations, 1985


René MATHIS, Croix et Médailles de Guerre 1914-1918, édition revue et mise à jour par André SOUYRIS-ROLLAND, 2ª ed., Éditions Public-réalisations, 1982



André PASCUAL, Petite Histoire de la Grande Guerre au Travers des Décorations Attribuées Aux Poilus, 1999


Jean HASS, La Médaille Coloniale, Belcodène 1997




La Médaille de la Résistance Française, Éditions Lavauzelle, 2002



Henry-Jacques FOURNIER, La Marque du Courage - Croix De Guerre - Valeur Militaire, En collaboration avec le Cercle Historique des Armées, Éditions LBM, 2005




Lieut.-Colonel Rémy PORTE (dir.), 90e Anniversaire de la Croix De Guerre, Service Historique de la Défense, 2006


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Homenagem a Sacadura Cabral



Na senda das homenagens a Gago Coutinho é impossível esquecer o outro elemento da mais famosa dupla da História de Portugal: Sacadura Cabral.
Depois de viver anos de apoteose nacional e internacional junto de Gago Coutinho, o Piloto Aviador Naval responsável pela pilotagem dos três aeroplanos que fizeram a famosa travessia do Atlântico Sul, este Oficial de Marinha vai ter um fim trágico.


Em 1923 começou a trabalhar para o seu projecto de reunir condições que permitissem um inédito voo de circum-navegação, segundo a rota de Fernão de Magalhães.
Com ofertas várias e com as subscrições abertas em Portugal e no Brasil, conseguiu reunir dinheiro para a compra de 5 aviões Fokker T III W, que escolheu para o dito projecto. Em Junho de 1924 partiu para os Países-Baixos para assistir à recepção oficial dos aeroplanos e regressou a Portugal um mês depois, pilotando um desses aviões.
Em Novembro do mesmo ano regressou à Holanda, com outros pilotos, para trazerem os outros que faltavam.
No dia 15 de Novembro de 1924, Sacadura Cabral, e o seu Mecânico Pinto Correia, morrem quando, enfrentando condições climatéricas muito adversas, o seu avião caiu (por causas ainda hoje desconhecidas) algures no Mar do Norte, após a saída de Amesterdão e quando se dirigia para Lisboa.
Como alguém disse, de uma forma muito poética: “O mar foi a sua mortalha e o avião a sua tumba”

O mundo civilizado ficou chocado com a trágica morte deste herói da aviação e, quando do desastre foram mobilizados meios imensos para encontrar e resgatar o seu corpo, no entanto todos os trabalhos foram infrutíferos. É em consequência deste esforço internacional que será publicado um decreto que vai conceder algumas Ordens Honoríficas Portuguesas para premiar aqueles que, sendo estrangeiros, mais se empenharam na busca.

Decreto de 10 de Agosto de 1927 (Diário de Governo nº 193, II Série, de 1927)
Ministério da Marinha, Repartição do Gabinete
Usando da faculdade que me confere o n.º 2 do artigo 2.º do Decreto n.º 12.740, de 26 de Novembro de 1926, sob propostas do Ministro da Marinha, aprovadas pelos respectivos Conselhos das Ordens Militares de Avis e de Cristo, depois de prévias informações favoráveis do Ministério dos Negócios Estrangeiros: hei por bem decretar que os Oficiais e cidadãos de diversas nacionalidades, abaixo mencionados, que intervieram nas buscas realizadas por ocasião do desastre, ocorrido no mar, que vitimou o Capitão-de-Fragata Artur de Sacadura Freire Cabral e o Mecânico José Pinto Correia, sejam condecorados com os graus das referidas Ordens que lhes vão indicados:

- Grã-Cruz da Ordem Militar de Avis:
Robert-Marie-Gabriel-Alfred De Marguerye, Vice-Almirante da Marinha Francesa
C. C. Zegers Ryser, Contra-Almirante da Marinha Holandesa
D. Luis Pasquín y Reinoso, Contra-Almirante da Marinha Espanhola

- Comendador da Ordem Militar de Avis:
Hautefeuille, Capitão-de-Fragata da Marinha Francesa
E. A. Mesnage, Capitão-de-Fragata da Marinha Francesa
L. C. P. Pochart, Capitão-de-Fragata da Marinha Francesa
Gautret de la Moricière, da Marinha Francesa
Edmond Grabbe, Capitão-Tenente da Marinha Belga

- Oficial da Ordem Militar de Avis:
C. A. Weemhoff, 1º Tenente Aviador da Aviação Holandesa
Bouleau, 1º Tenente da Marinha Francesa
Loudes, 1º Tenente da Marinha Francesa
G. E. Benoit, 1º Tenente da Marinha Francesa

- Cavaleiro da Ordem Militar de Avis:
P. van Lenning, 2º Tenente Aviador da Aviação Holandesa
A. J. E. Deshayes, Guarda-Marinha da Marinha Francesa
J. M. L. Guillemin, Guarda-Marinha da Marinha Francesa

- Cavaleiro da Ordem Militar de Cristo:
Joseph Daems, Cidadão belga, Chefe do Aeródromo de Ostende
Pierre Martinsen, Cidadão belga, Mestre da Traineira 87 Emmanuel

Homenagem ao Almirante Gago Coutinho - II

Aproveitando a oportunidade das várias cerimónias oficiais de homenagem ao Almirante Gago Coutinho (sem esquecer o grande Piloto Aviador Naval Sacadura Cabral), publicamos alguns diplomas legais referentes a algumas dessas homenagens. Sendo este um blog cuja temática principal é a Falerística, dar-se-á sempre prioridade a curiosidades relacionadas com Ordens Honoríficas e outras condecorações.

Também a Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada foi-lhes concedida:
O Decreto de concessão, de 27 de Abril de 1922, dizia:
Considerando que o Capitão de Mar-e-Guerra Carlos Viegas Gago Coutinho e o Capitão-Tenente Artur de Sacadura Freire Cabral, revelaram quer na preparação, quer na realização da viagem aérea Lisboa-Brasil, qualidades excepcionais de saber que produziram a admiração do mundo culto, pondo em prática processos seus que resolvem os mais importantes problemas de navegação aérea;
Considerando que da viagem realizada a ciência tirará ensinamentos que a habilitem à resolução de outros problemas que interessam à navegação:Hei por bem, sob proposta do Ministro da Marinha, aprovada pelo Conselho da Ordem Militar de Santiago da Espada, decretar que o Capitão de Mar-e-Guerra Carlos Viegas Gago Coutinho e o Capitão-Tenente Artur de Sacadura Freire Cabral, sejam condecorados com o grau de Grã-Cruz da referida Ordem.
(Diário de Governo nº 99, II Série, de 1922)


A Sociedade Propaganda de Portugal, uma associação criada em 1906, e que tinha o intuito de ajudar a desenvolver as atividades morais,intelectuais e materiais, sem vinculação religiosa ou partidária, também se associou às homenagens nacionais e internacionais e concedeu-lhes (com sancionamento do Ministério do Interior) o seu distintivo, isto é, um Colar.
O Decreto de autorização, de 23 de Julho de 1922, dizia:
Tendo a Sociedade Propaganda de Portugal, em sua Sessão de 27 de Abril último, apreciado o famoso raid Lisboa-Rio de Janeiro e resolvido propor ao Governo a concessão do seu distintivo aos aviadores Carlos Viegas Gago Coutinho e Artur de Sacadura Freire Cabral, em reconhecimento e consideração pelo heróico feito levado a cabo, com feliz êxito, por esses intrépidos Oficiais da Marinha de Guerra Portuguesa, pelo Ministro do Interior e em harmonia com o Decreto nº 6.439, de 3 de Março de 1920, conferir aos mencionados Oficiais Carlos Viegas Gago Coutinho e Artur de Sacadura Freire Cabral o distintivo com que a Sociedade Propaganda de Portugal galardoa as pessoas que pelos seus serviços mereçam o seu carinhoso afecto e reconhecimento.
(Diário de Governo nº 174, II Série, de 1922)

Também a Cruz Vermelha Portuguesa se associou a esta série de concessões.
Na Portaria do Ministério da Marinha de de 6 de Outubro de 1922, constava singelamente:
Contra-Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho e Capitão-de-Fragata Artur de Sacadura Freire Cabral – condecorados com a Placa de Honra da Sociedade Portuguesa da Cruz Vermelha, nos termos do Decreto nº 4.551, de 22 de Junho de 1918.
(Diário de Governo nº 234, II Série, de 1922)

Em 1926, Gago Coutinho foi nomeado Director Honorário da Aeronáutica Naval, o que era uma grande homenagem dado que este Oficial da Armada não era Piloto Aviador. Assim, foi publicado o Decreto de de 6 de Maio de 1926:
Convindo dar ao Contra-Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho, por parte da Marinha Portuguesa, um testemunho da alta consideração que merece por haver contribuído, em grande parte, para a realização do raid Lisboa-Rio de Janeiro, levado a efeito e 1922, tendo, desde então, o seu nome ficado vinculado, de uma forma indelével, não só à Aviação Naval Portuguesa, que muito honrou, ao mesmo tempo que, no estrangeiro, levantava mais alto o nome de Portugal, mas também, pode dizer-se, à Aviação mundial, por virtude dos seus proficientes estudos e trabalhos sobre Navegação Aérea: hei por bem, sob proposta do Ministro da Marinha, decretar que o supracitado Contra-Almirante Carlos Viegas Gago Coutinho seja nomeado Director Honorário da Aeronáutica Naval, sendo-lhe concedido o uso do Distintivo de Piloto Aviador, encimado por duas palmas cruzadas.
(Diário de Governo nº 109, II Série, de 1926)

Bibliografia Benelux

Pat Van Hoorebeke, 175 ans d’Ordre de Léopold et des ordres nationaux belges, Le Musée royal de l’Armée et d’Histore Militaire, Bruxelles, 2008



Guy Deploige, Les Distinctions Honorifiques de la Collection BROUWET au Musée royal de l’Armée de Bruxelles, Le Musée Royal de l’Armée et d’Histore militaire, Bruxelles, 2008



Pat Van Hoorebeke, Les ordres nationaux belges, Bruxelles, UGA, 2007



Eric Tripnaux, L’origine de l'Ordre de Leopold, Société de l’Ordre de Léopold, 2008




André Charles BORNE, Distinctions honorifiques de la Belgique 1830-1985 , Bruxelles, 1985

  • H. QUINOT, Recueil Illustré des Ordres de Chevalerie et Décorations belges de 1830 à 1963, 5ª ed. : Bruxelles, 1963;

  • Aug. WAHLEN, Ordres de Chevalerie et marques d’honneur : Bruxelles, Librairie Historique-Artistique, 1844 ; Ordres de chevalerie et marques d’honneur. Décorations nouvelles et modifications apportées aux anciennes jusqu’en 1869 : Paris, Librairie Diplomatique d’Amyot, 1869;


C. P. Mulder & P.A. Christiaans, Onderscheiding van de Koning-Groothertog - de Orde van de Eikenkroon 1841-1891, Kanselarij der Nederlandse Orden, s/d

C. Peter Mulder, The Order of the Golden Lion of Nassau and Luxembourg 1858–1890 : Rotterdam : ed. A., 1975

H.G. Meijer, C. P. Mulder & B. W. Wagenaar, Orders and Decorations of the Netherlands : Venlo, The Netherlands : van Grinsven BV, , 1984

R. Weiller, Distinctions honofiriques du grand-Duché de Luxembourg. I.Décorations officielles : Luxembourg, 1988

C. Peter Mulder & Alec A. Purves, Bibliography of Orders and Decorations, 1999

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Bibliografia Francesa II


Danièle Déon BESSIÈRE,
Les Femmes et La Legion D'honneur Depuis sa Création,
Paris, Les éditions de l'Officine, 2002


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Guide des Ordres, Decorations et Médailles Militaires - 1814-1963
Éds. EDITIONS PUBLIC-REALISATIONS, 1979


Jean-Pierre COLLIGNON,
Ordres de Chevalerie, Décorations et Médailles - des origines au second empire
Canonnier, 2004



Régis SINGER, L'ordre des Arts et des Lettres, [préface d'André Damien, président de l'Institut], Paris, Memodoc, 2006


Jean BATTINI et Witold ZANIEWICKI,
Guide Pratique des Décorations Françaises Actuelles,
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Jean-Christophe NOTIN,
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Henri VEYRADIER et Daniel WERBA,
Les Recompenses des Dioceses de France, [préface d'André Damien],
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Bibliografia Espanhola III

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A. de Ceballos-Escalera y Gila, La real y militar Orden de San Hermenegildo, Palafox y Pezuela, 2007

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A. de Ceballos-Escalera y Gila, La orden civil de María Victoria : educación y cultura en el sexenio revolucionario . Madrid, Editorial Palafox & Pazuela, 2002

A. de Ceballos-Escalera y Gila, La Real Orden de Damas Nobles de la Reina Maria Luisa, Madrid, Editorial Palafox & Pazuela, 1998

A. de Ceballos-Escalera y Gila, La Orden y Divisa de La Banda Real de Castilla, Prensa y Ediciones Iberoamericanas, 1993

José Manuel Pérez Guerra, Ordenes y condecoraciones de España 1800-1975, Zaragoza, Hermanos Guerra, 2000

Antonio Prieto Barrio, Diccionario de cintas de Recompensas Españolas (desde 1700), Secretaría General Técnica del Ministerio de Defensa, 2001

Eernesto Fernández-Xesta y Vázquez, La orden civil de la República, Madrid, Editorial Palafox & Pazuela, 2008 - História da Ordem criada pela II República em Espanha com lista de agraciados

Federico Fernández De La Puente Y Gómez, Condecoraciones Españolas. Órdenes, Cruces Y Medallas Civiles, Militares Y Nobiliarias, Gráficas Osca. (1953)

Colección de las Ordenes Militares, Cruces y Medallas de distinción de España. Madrid. Reproducción facsímil hecha por Librería París-Valencia, 1995

Artigo de Carlos Lozano Liarte, La caída de las Águilas: Bailen o la Victoria del Ejército Español (.pdf) [Medalla de Distinción de Bailen – 1808]

Artigo de Gustavo Tracchia Piedra Buena versando sobre Falerística e Vexilogia, Las Medallas, Condecoraciones y Banderas (.pdf), in Revista “Trastámara”, nº 1 (enero-junio 2008)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Bibliografia Espanhola II


José Luis Isabel Sánchez, Caballeros de la Real y Militar Orden de San Fernando : Tomo I. Infantería, (2 Vol.), Madrid, Ministério de Defensa, 2002 & Tomo II. Infantaria, (3 vol.), Madrid, Ministério de Defensa, 2003




Luis Grávalos González / José Luis Calvo Pérez, Condecoraciones militares españolas : Madrid, San Martín, D.L. 1988 [Desde o reinado de Felipe V até à actualidade]




Autores: A. de Ceballos-Escalera / Conrado García de Pedrosa / L. de de Ceballos-Escalera / L. Cercós García



Título: Las Reales Órdenes Militar y Naval de María Cristina. La Cruz de Guerra

Loc. e Editor: Madrid, Palafox & Pezuela, 2006


Real Orden Militar (1890-1931); Real Orden Naval de María Cristina (1891-1931) e Cruz de Guerra (1937-2005)