sábado, 17 de dezembro de 2011

New book on Bulgarian medals and distinctions

published Monday, October 10, 2011 3:05 PM
Radio BulgariaLifeHistory and religion

New book on Bulgarian medals and distinctions

© Photo: Veneta Nikolova
Dr. Veselin Denkov presenting his new book

A detailed overview of Bulgarian orders, medals and plaques in their various issues and verisons from the end of the 19th century until present days is the focus of a recent book of Dr. Veselin Denkov. Experts in the field say that the volume that has already raised the curiosity of collectors is unique because it offers the first-ever chronological portrayal of the entire history of the Bulgarian awards. The luxuty edition features hundreds of illustrations and photographs of life-size orders and medals accompanied by brief descriptions that take us back in time.

Ever since the time of the Roman Empire, Roman emperors used to reward their most courageous and worthy warriors with round, metal medallions called "phalerae" that adorned their chest armor. Hence, the word faleristics came to life to denote an auxiliary science that studies the hirosty and symbolism of various honorary awards. It turns out that there are many fans of faleristics in Bulgaria who would go to great lengths to get hold of an antique royal order or a gold medal issued on the occasion of the anniversary of any significant historical event. Nowadays, the highest Bulgarian award is the Stara Planina Order which is awarded by the Bulgarian President to politicians, diplomats, public figures and heads of state. The luxury new vlume also tells us the first Bulgarian medal was created back in 1880 - two years after the Liberation of Bulgaria from the five-century-long Ottoman rule. At that time, the new Turnovo Constitution allowed for the establishment of one award only – an award for outstanding bravery during the war. Later, the Bulgarian Prince Alexander Battenberg I received permission to set up more orders and medals that might shine over the military coats and formal attire of distinguished military officers, politicians and public figures.
In the early 20th century, Bulgarian faleristics could already boastd a range of awards and honorary symbols, all of which are presented in the new book. One of them is the image of the most valuable and expensive Bulgarian medal - the Order of the Holy Equal-to-the-Apostles St. St. Cyril and Methodius. The prestigious award was established by the Bulgarian Tsar Ferdinand himself in 1909 on the occasion of the proclamation of Bulgaria’s Independence. It has been awarded to the patriarch of Bulgarian literature Ivan Vazov, the first Bulgarian infantry general Daniel Nikolaev, the Russian Tsar Nicholai II, King George VI of Great Britain and other dignitaries. "That order has recently appeared at an auction in Germany with an initial price of 15,000 euros, but the bidding ended at the modest sum of 65,000 euro and it is now owned by a foreign collector", Veselin Denkov, the author of the new volume, told Radio Bulgaria.
"Honorary Bulgarian awards, medals, orders, and plaques are extremely beautiful, especially those from the royal period as they are real works of art. They were made at the order of Bulgarian monarchs in Western countries - in Austria-Hungary, France, Russia, Germany and therefore they are very precisely manufactured and designed.. They are sought by auctions worldwide and sold at very high prices. Some of these orders and medals are made of gold and silver and some are adorned with emeralds and rubies”.

 
© Photo: www.dnevnik.bg
 
It is small wonder that collectors find the insignia of royal time most attractive. But for fear of repression during the years of Socialism, many of these orders were concealed and even destroyed by their owners who are mostly royal and public officers considered by the totalitarian government to be "enemies of the people." Using archival photographs and computer technology, however, Vesselin Denkov has managed to recover most of those lost royal insignia and describe them in his book.
"This is the true history of Bulgaria. In this case, our past can not be falsified. While historians often resort to certain distortion of the historical facts, this cannot be done in faleristics because each historical event that is significant for Bulgaria is reflected in a respective medal, decoration or plaque”, Veselin Denkov said in conclusion.

Translated by Rossitsa Petcova

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Exposição no Museu da Legião de Honra, Paris - 2012

La berline de Napoléon – Le mystère du butin de Waterloo

7 mars – 8 juillet 2012

A Exposição organizada pelo Museu da Legião de Honra relata o percurso acidentado da berlina do Imperador Napoleão I capturada e pilhada pelos Prussianos, após a batalha de Waterloo.

Entre os objectos pilhados encontravam-se várias condecorações do Imperador algumas delas expostas posteriormente num Museu, em Berlim e, levadas para a URSS, em 1945, após a captura da capital do III Reich, pelos Exército Vermelho.


Há muito consideradas perdidas acabaram por ser encontradas nas reservas do Museu Histórico do Estado, de Moscovo que agora generosamente as emprestou ao Museu da Legião de Honra, para esta Exposição.

Mas, para além destas, outras condecorações do Imperador provenientes da pilhagem que se acham hoje em colecções privadas irão também ser expostas.

Por ocasião da Exposição o Museu promove a publicação de um Catálogo, sob a direcção do Professor Doutor Jean Tulard, pela editora Albin Michel.



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terça-feira, 15 de novembro de 2011

Condecorações Espanholas


NOTICIA DE LAS ÓRDENES DE CABALLERÍA DE ESPAÑA, CRUCES Y MEDALLAS DE DISTINCION,

Con Estampas, Madrid Imprenta de Collado 1815

Disponível on-line em:





Obra anónima publicada em Madrid em 1815 (?), na qual se descrevem e historiam sumariamente as Ordens Militares e de Cavalaria espanholas, bem como a Cruzes e Medalhas de Distinção criadas por ocasião da chamada Guerra da Independência, com ilustrações.

Além das antigas ordens militares espanholas – Santiago da Espada, Calatrava, Alcântara e Montesa -, descreve a Ordem de S. João de Jerusalém, dita de Malta e a Ordem do Tosão.

Seguem-se as Ordens de Carlos III e de Maria Luísa, criadas no século XVIII e as ordens criadas no século XIX, quer pela Junta Suprema Central, pelo Conselho de Regência de Espanha e Índias e, pelas Cortes de Cádis, quer já pelo rei Fernando VII, após o seu regresso a Espanha em Março de 1814.

A primeira foi a Ordem Militar de São Fernando, criada em Agosto de 1811, pelas Cortes de Cádis para recompensar destacados serviços militares prestados pelas tropas aliadas e espanholas durante as campanhas da Guerra da Independência, reformada por Fernando VII em Janeiro de 1815, e que tinha 5 graus ou classes. Seguiram-se as Ordens de S. Hermenegildo (1814), e a de Isabel, a Católica (1815), destinada inicialmente a recompensar os que se distinguiram na defesa e conservação das Índias.

Foi, porém, no âmbito das Cruzes e Medalhas de Distinção criadas de 1808-1817, que a Espanha se mostrou prolífera e original. Com efeito, neste período foram criadas 46 condecorações para premiar a participação com distinção e bravura em batalhas, acções e combates durante a Guerra da Independência que eram simultaneamente medalhas comemorativas. Isto é, em vez de se criarem duas ou três condecorações com inclusão de passadeiras indicando as acções, combates ou batalhas, em que o agraciado participou, como aconteceu em Portugal, a Espanha optou por criar várias medalhas, individualizando as acções.

A primeira, segundo a obra que seguimos, – Medalha de Distinção de Bailén – foi criada em 11 de Agosto de 1808 pela Junta Suprema de Sevilha, tendo posteriormente, a Junta Suprema Central e o Conselho de Regência de Espanha e Índias, criado, respectivamente, a Cruz de Distinção do Norte (Março de 1809) e, as Cruzes de Distinção de Gerona (Set. de 1810) e de Talavera de la Reyna (Dez. 1810).

Após o seu regresso a Espanha, Fernando VII começa por criar a Cruz de Distinção e Lealdade em Valençay, para os que o tinham seguido e acompanhado durante a sua reclusão, em França, seguindo-se várias Cruze e Medalhas de Distinção, premiando e comemorando várias acções e combates durante a guerra contra os Franceses, a última das quais foi criada em 13 de Março de 1817 – a Cruz de Distinção de Vilafranca do Vierzo.

Para além destas, Fernando VII criou ainda duas Medalhas de Distinção para Prisioneiros Militares e Civis, a Cruz de Distinção dos Correios de Gabinete, o Bracelete (Laço) de Distinção da Junta Patriótica de Senhoras, e a Cruz de Distinção das Vítimas do «2 de Maio».

Com particular relação com Portugal, citaremos a Cruz de Distinção da Fuga de Portugal concedida ao Regimento de Múrcia, aquartelado em Setúbal, e demais tropas que se encontravam em Portugal e que regressaram a Espanha após a Revolução, para combater os Franceses (ver artigo do Académico D. Antonio Prieto Barrio, Recompensas Militares en la Guerra de la Independencia en Extremadura).

Por este trabalho, depreende-se que a listagem da obra em apreço está incompleta (ver também, insígnias em http://www.1808-1814.org/frames/framcond.html.

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Reposta em vigor a Medalha do Império Britânico

Foto de Robert Prummel, Wikipedia

A Medalha do Império Britânico (MIB) foi criada em 1917, no âmbito da Ordem do Império Britânico, embora os seus titulares não fossem considerados membros da Ordem, para galardoar serviços meritórios, civis ou militares dignos de distinção pela Coroa, mas que no entanto não eram elegíveis para receber a Ordem do Império Britânico. A própria imposição das insígnias não era feita pela Soberana, mas por uma autoridade em seu nome.

A MIB foi concedida a cidadãos Britânicos até 1993 e, após essa data apenas a cidadãos de alguns países e Domínios que integram a Commonwealth. A suspensão da MIB foi decidida pelo Governo do Primeiro-Ministro John Major que procurou pôr cobro a uma distinção considerada classista que, em seu entender não fazia sentido.

Porém, no decurso da Conferência dos Chefes de Governo da Commonwealth que teve lugar, em Perth, na Austrália, o Primeiro-Ministro David Cameron anunciou a reposição da MIB afirmando, segundo a imprensa, que «a medalha será concedida em reconhecimento da dedicação e trabalho árduo prestado por tantos cidadãos ás suas comunidades».

Segundo, o Primeiro-Ministro poucas pessoas, desde 1993, foram distinguidas com o grau de Membro da Ordem do Império Britânico, cuja atribuição era suposta ter substituído a MIB e, portanto havia que repor o equilíbrio.

No próximo ano, em que se comemora o Jubileu de Diamante da Rainha, a MIB começará pois a ser conferida de novo, sendo o seu número estimado em 300.

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domingo, 30 de outubro de 2011

O Exército Aliado Anglo-Português, 1808-1814

João Centeno

O Exército Aliado Anglo-Português, 1808-1814

Lisboa, Tribuna da História, 2011
ISBN: 9789898219305

Sinopse

Os exércitos aliados, português e britânico, que participaram na designada Guerra Peninsular, entre 1809 e 1814, eram autónomos mas interdependentes, atingindo um nível de proficiência e trabalho em conjunto absolutamente ímpar até então. A unidade de comando, potenciada pela interoperabilidade ao nível de língua e terminologia militar, foi conseguida, por um lado, através da presença de oficiais portugueses no Quartel-General de Wellington e no Corpo de Guias do Exército Aliado, e, por outro, pela presença de oficiais britânicos no quartel-general de Beresford e nos diversos escalões tácticos do Exercito Português, Brigada e Regimento. Esta aliança conseguiu resultados impossíveis de obter de forma independente, satisfazendo os interesses de ambas as nações. A Grã-Bretanha, embora com um exército bem equipado e com experiência recente de combate, não tinha dimensão humana para levar de vencida, isoladamente, os exércitos franceses na Península. Portugal não possuía recursos, materiais e financeiros, nem exército com quadros, organização, armamento e equipamento, para vencer sozinho as invasões a que era sujeito. A excepcionalidade deste exército foi ter implementado a capacidade de comando unificado, a coordenação das forças em campanha e articulação das forças para combate, independentemente da sua nacionalidade; a utilização de equipamentos semelhantes; o apoio logístico coordenado; a utilização de tácticas e procedimentos idênticos e, por fim o apoio político constante dos governos das duas nações e das populações locais. Tudo isto mantendo-se o Exército Aliado no respeito de instituições nacionais, política, religiosa e culturalmente diferentes. Nascido em Lagos, João Torres Centeno é licenciado em Direito, trabalhando como advogado nessa mesma cidade. Tem conjugado a sua actividade de advogado com a investigação na área de História militar. Sendo colaborador da página na Internet «The Napoleon Series» dedicada à época conhecida por época Napoleónica.

É autor do blog Lagos Militar e do livro O Exército Português na Guerra Peninsular. Vol. 1. Do Rossilhão ao fim da Segunda Invasão Francesa, Lisboa, Prefácio, 2008

Fonte: Tribuna da História

Pride and Privilege. A History of Ottoman Orders, Medals and Decorations


Pride and Privilege. A History of Ottoman Orders, Medals and Decorations
Edhem Eldem
Istanbul, 2004
ISBN 975-93692-8-1
Our new publication is the accompanying catalogue of the special exhibition of Ottoman orders and decorations on view at the Museum from September 28 through December 26. "From the very end of the eighteenth century to the collapse of their Empire after World War I, the Ottomans "discovered", adapted and gradually put to extensive use western forms of honors: orders, medals and decorations. From the aigrette bestowed on Admiral Nelson in 1798 to the "Iron Cescent" of a doomed war, this work retraces the complex and fascinating history of Ottoman decorations, with a particular emphasis on their historical significance, symbolism and meaning. Illustrated with real-size reproductions of each of the items discussed, it constitutes a serious attempt to merge historical analysis with a detailed phaleristic approach" (from the back cover of the book).

A Marinha Portuguesa - História



Capitão-de-Mar-Guerra José António Rodrigues Pereira
 
A Batalha Naval do Cabo de S. Vicente, 1833 A Marinha Portuguesa nas Guerras Liberais
 
Lisboa, Tribuna da História, 2011 ISBN: 9789898219336
Sinopse:
Após a derrota do projecto eurocêntrico de Napoleão, o Congresso de Viena em 1814/1815 reorganizou as fronteiras da Europa e trouxe a paz entre as nações, mas as novas ideologias liberais trazidas com as revoluções Americana e Francesa levaram ao despoletar de revoluções sociais, que nas colónias ibéricas americanas se traduziram por revoltas de emancipação e em muitos países europeus resultaram em guerras civis. Em Portugal em 1832 uma guerra civil opôs os liberais de D. Pedro, empenhados em implantar um regímen político constitucionalista parlamentar, aos tradicionalistas de D. Miguel, decididos a manter a legitimidade do regime de monarquia absolutista vigente. Neste combate, em que a maioria de meios militares e de apoio popular de uns era compensado pela sucessão de erros tácticos próprios e pelo maior apoio estrangeiro dos outros, desenvolveu-se uma situação de estagnação política e de irresolução dos combates terrestres. Portugal, com a sua longa fronteira marítima, oferecia condições evidentes para utilizar meios navais de utilidade logística e com força de combate consequente neste teatro estratégico de operações. A boa utilização do poder naval irá viabilizar a vitória Liberal.
 
 

Almirante Sir Charles Napier, K.C.B., G.C.T.E.
 
Do Autor:
 
 
 
Marinha Portuguesa - nove séculos de história,
Lisboa, EMA, 2011
 
 
Grandes Batalhas Navais Portuguesas
 
Lisboa, Esfera dos Livros, 2009 ISBN: 9789896261658
 
 

 

 

 

Campanhas Navais (1793-1807)

Vol. I - A Armada e a Europa

A Marinha Portuguesa na Época de Napoleão

Tribuna da História, 2005 ISBN: 9789728799304
Sinopse

Aborda-se uma época da história de Portugal, em que se lembra a influência do Poder Marítimo na resolução dos conflitos. Nunca na nossa História teve a Armada tamanho protagonismo no teatro europeu, participando activamente nos conflitos gerados pela Revolução Francesa , e tendo chegado a ser á época a 5ª força naval da Europa. Este 1.º volume trata o período compreendido entre 1793 e 1807, do começo da cooperação da Armada Real com a Royal Navy britânica até à data em que ocorreu a primeira invasão Francesa de Portugal.

 

Campanhas Navais (1807-1823)

Vol. II - A Armada e o Brasil

A Marinha Portuguesa na Época de Napoleão

Tribuna da História, 2005 ISBN: 9789728799342

Sinopse

Neste segundo volume aborda-se o período de 1807 a 1823.Descreve-se a transferência da capital do Império, de Lisboa para o Rio de Janeiro, com a ida do grosso da marinha portuguesa para o Novo Mundo, e o envolvimento da Armada nas campanhas posteriores que ocorreram nas fronteiras do Brasil, como consequência directa das guerras napoleónicas, assim como nos acontecimentos que levaram à independência daquele reino e à retirada das forças militares portuguesas. Neste segundo período a Armada Real operou essencialmente a partir do Brasil.




    O Capitão-de-Mar-e-Guerra José António Rodrigues Pereira, actualmente Professor na Escola Naval e na Universidade Autónoma de Lisboa, tem-se revelado como o mais prolífico historiador da Marinha de Guerra, sendo autor de numeroso artigos, para além dos livros acima referenciados.
     

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Richard Henry Major, Com Torre e Espada, Com Santiago



Hoje publicamos mais uma notícia sobre um ex-líbris Britânico relacionado com Portugal e com a Falerística – o do eminente lusófilo Richard Henry Major.
Richard Henry Major (1818 – 1891) foi um Geógrafo, tendo exercido os cargos de Conservador da colecção de Mapas do Museu Britânico e de Secretário da prestigiada Hakluyt Society. Em 1845 foi eleito Membro da Royal Geographical Society, da qual foi secretário (1866-1881) e vice-presidente (1881-84) e, em 1854, Membro da Society of Antiquaries (Cf. Oxford Dictionary of National Biography entry, por Elizabeth Baigent).
Interessou-se particularmente sobre o descobrimento da Austrália, sobre o qual publicou três livros, designadamente The Discovery of Australia By The Portuguese In 1601 five years before the earliest discovery hitherto recorded … London, Printed by J.B. Nichols, 1861 (Sobre a descoberta da Austrália cf. Des Cowley, European Voyages of Discovery, in «The La Troube Journal», # 41, Autumn 1988, State Library of Victoria).
A obra dedicada à Academia Real das Ciências de Lisboa foi por esta mandada traduzir pelo sócio efectivo D. José de Lacerda e publicada sob o título «O Descobrimento da Australia pelos portuguezes em 1601: cinco annos antes do primeiro descobrimento até entáo mencionado», de Richard Henry Major, tradução de D. José de Lacerda, Typographia da Academia, 1863.
Posteriormente, dedicou um estudo ao Infante D. Henrique publicado em 1868, The Life of Prince Henry of Portugal, Surnamed the Navigator, and its Results, com uma 2ª ed. em 1877 (há várias reimpressões recentes, vg. a editada por Thomas Nelson, 1967, e a de Kessinger Publishing, LLC, January 29, 2010).
O seu estudo pioneiro sobre a primazia portuguesa da descoberta da Austrália valeu-lhe ser agraciado por el-Rei D. Pedro V com o grau de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, em 30 de Julho de 1861 (Decreto de 30 de Julho de 1861, publicado no D.L. # 196).

O favorável acolhimento do seu livro sobre o Infante D. Henrique levou el-Rei D. Luís I a promovê-lo ao grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, em Fevereiro de 1868, sob proposta do Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, «fundada nas qualidades do agraciado e no seu reconhecido merecimento literário» (Decreto de 18 de Fevereiro de 1868, publicado no D.L. # 164).

E, de novo em 1875, D. Luís I agraciou-o com o grau de comendador da Ordem de Santiago, do Mérito Scientífico, Litterário e Artístico, a primeira das antigas ordens militares a ser reformada sob a monarquia constitucional em 1862, e que se destinava a recompensar “o assignalado merecimento pessoal e relevantes serviços prestados ás sciencias, ás lettras e ás boas artes, tanto em ensino público, como em obras escriptas e obras artísticas” (Decreto de 8 de Abril de 1875, publicado no D.G. # 79. Agradeço a Paulo Estrela - secretário da Academia Falerística de Portugal, a indicação destas fontes).

Henry Major receberia ainda em 1873, o grau de Comendador da Ordem da Rosa, conferido pelo Imperador Dom Pedro II e, no ano seguinte, o grau de comendador da Ordem da Coroa de Itália, conferida pelo Rei Victor Emanuel II pelo seu trabalho sobre Voyages of the Venetian Brothers N. and A. Zeno (cf. Cf. Oxford Dictionary of National Biography entry, por Elizabeth Baigent)..

Henry Major usou um ex-líbris armoriado, de interesse acrescido por ostentar o Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, certamente feito em data posterior a 1861, em que foi agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem (Inventariado sob o # 19539, Franks bequest , catalogue of British and American book plates bequested to the Trustees of the British Museum by Sir Augustus Wollaston Franks, by E.R.J. Gambier Howe, Vol. 2, 1903).

sábado, 24 de setembro de 2011

Lieutenant-General Sir Rowland Hill, 1º viscount Hill of Almarez


Joanna Hill. Wellington's Right Hand: Rowland, Viscount Hill, The History Press Ltd, 2011


«One of the most unlikely soldiers of his day, General Rowland Hill, 1st Viscount Hill of Almarez was imaginative, brave – and perhaps more surprisingly for the period in which he lived and fought – compassionate towards those under his command. This is the compelling story of one of history’s forgotten heroes, a man who frequently led from the front in some of the deadliest battles of the Napoleonic Wars. Hill was given his own ‘detached’ corps and fought his way through Spain, Portugal and France, winning battles against the odds – such at St Pierre, where he defeated the redoubtable Marechal Soult when outnumbered two to one. When ministers at home asked that Hill be allowed to leave the Peninsula and lead an army elsewhere, Wellington dismissed the idea with ‘Would you cut off my right hand?’

Hill fought at Roliça, Corunna, Talavera, Bussaco, Almarez, Vitoria and Waterloo. He succeeded the Duke in 1828 as Commander-in-Chief of the forces and served as such until he resigned in 1842, a period marked by civil unrest that he reluctantly was obliged to confront. Based upon the Hill papers and a wide range of other primary sources, Wellington’s Right Hand is an important addition to the literature of the Napoleonic age and in particular to that of the Peninsular War.

Writer and historian Joanna Hill is the great, great, great niece of Rowland Hill and as such has gained unique access to the Hill family archives. In April 2005, she published her first book on the Hill family, The Hills of Hawkstone and Attingham; the Rise, Shine and Decline of a Shropshire Family» (from the Editor’s Synopsis)

Lieutenant-General Sir Rowland Hill, 1º viscount Hill of Almarez, Hawkestone and Hardwicke (1772- 1842) was one of the ablest Generals of the Peninsular War and second-in-command to Lord Wellington in the last period of the War. He first commanded a Brigade (Vimeiro and Oporto), having rapidly been promoted to Commander of the 2nd Division (Talavera and Buçaco) and as Commander of an Army Corps which included the 2nd and 4th Divisions, under the command of Lieutenant-Generals Sir William Stewart (Com TS) and Sir Galbraith Lowry Cole (Com TE), the Heavy Cavalry Brigade of Colonel De Grey, the Light Cavalry Brigade, under Lieutenant-General John Slade and 4 Portuguese Brigades.

In 1812 he was awarded the Order of the Tower and Sword, Knight Commander, whose Star he is wearing in the portrait above (cf. José Vicente de Bragança, King John VI and the Order of the Tower and Sword (1808-1826), Lisbon, 2011).

Memórias do General Sir Lowry Cole, C TE


Maude Lowry Cole (ed.). MEMOIRS SIR LOWRY COLE, reprint of 1934 ed., Naval & Military Press, 2011


«General Galbraith Lowry Cole was commissioned a cornet in 1787, and served in the West Indies, Ireland, and Egypt. He served as brigadier general in Sicily and commanded the 1st Brigade at the Battle of Maida on the 4 July 1806. In 1808 he was promoted to major-general, to lieutenant-general in 1813 and full general in 1830. He was colonel of the 27th Foot, commanded the 4th Division in the Peninsular War under Wellington, and was wounded at the Battle of Albuera in which he played a decisive part. For having served with distinction in the battles of Maida, Albuhera, Salamanca, Vittoria, Pyrenees, Nivelle, Orthez and Toulouse, he received the Army Gold Cross with four clasps» (from the editor’s advert).

The then Lieutenant-General Sir Galbraith Lowry Cole was made a Knight Commander of the Order of the Tower and Sword (October, 12th, 1812) for his actions in the Peninsular War (cf. José Vicente de Bragança, King John VI and the Order of the Tower and Sword (1808-1826), Lisbon, 2011).

I COLÓQUIO INTERNACIONAL - CISTER, OS TEMPLÁRIOS E A ORDEM DE CRISTO



Organização: Instituto Politécnico de Tomar * APOC - Associação Portuguesa de Cister

Colaboração: GEOS - Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago / Município de Palmela


A Ordem do Templo e a Ordem de Cristo tiveram, durante séculos, um papel de grande importância na História de Portugal. Contudo, não se têm verificado significativos avanços na investigação sobre estas instituições, subsistindo lacunas que importa colmatar.


A Ordem de Cister esteve na génese de algumas Ordens Militares medievais, entre elas a Ordem dos Templários, e algumas outras adoptaram uma observância e uma espiritualidade de matriz cisterciense. Foi o caso da Ordem de Cristo, fundada por D. Dinis e sucessora e herdeira em Portugal da Ordem do Templo.

Tomar foi, sucessivamente, a sede da Ordem do Templo e da Ordem de Cristo e ainda hoje conserva os mais importantes legados materiais destas instituições: o Castelo dos Templários, o Convento de Cristo e a Igreja de Santa Maria do Olival.

Afigura-se-nos, pois, apropriado organizar em Tomar uma série de colóquios internacionais dedicados ao estudo da Ordem de Cister e das Ordens Militares do Templo e de Cristo. Este primeiro colóquio, em 2011, centrar-se-á no tempo de D. Dinis, período em que ocorreu a extinção da Ordem do Templo e a fundação, por iniciativa do rei e com o beneplácito papal, da Ordem de Cristo. Quando se comemoram os 750 anos do nascimento de D. Dinis (9 de Outubro de 1261), a escolha deste período histórico revela-se particularmente oportuna.

O colóquio será constituído por um conjunto de conferências e por uma mesa-redonda, a cargo de alguns dos maiores especialistas portugueses e internacionais. Para além da afirmação da influência de Cister, o programa tem como objectivo proporcionar a análise e a discussão deste período de transição Templo - Cristo, enquadrado no conjunto dos reinos peninsulares.

Conferencistas:

Bernardo Bonowitz (Abadia de Nossa Senhora do Novo Mundo - Brasil)


Carlos de Ayala Martinez (Universidade Autónoma de Madrid)

Pierre-Vincent Claverie (Assembleia Nacional - Paris)

Josep M. Sans i Travé (Arquivo Nacional da Catalunha)

Philippe Josserand (Universidade de Nantes)

José A. de Sotomayor-Pizarro (Universidade do Porto)

Saúl António Gomes (Universidade de Coimbra)

Isabel Morgado Sousa e Silva (CEPESE)

Giulia Rossi Vairo (Universidade Nova de Lisboa)

Luis Filipe Oliveira (Universidade do Algarve)

Manuel Silvio Alves Conde (Universidade dos Açores)

Fernanda Olival (Universidade de Évora)

Kristjan Toomaspoeg (Universidade de Lecce, Itália)

Ana Carvalho Dias (Convento de Cristo - Igespar)

Isabel Cristina F. Fernandes (Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago - C. M. Palmela)

José Albuquerque Carreiras (Instituto Politécnico de Tomar / Associação Portuguesa de Cister)


INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES


sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Museu do Kremlin - Exposição de Falerística


Museu do Kremlin - Palácio do Patriarca

Exposição Sovereign Knights, Foreign Orders of Russian Emperors

26 Outubro 2010 – 9 Março 2011

Exposição com peças da riquíssima colecção de falerística do Museu do Kremlin (Armoury Chamber) de ordens e condecorações estrangeiras conferidas aos Imperadores da Rússia desde o reinado do tsar Pedro I, o Grande e a outros membros da Família Imperial da Casa de Romanov.


A exposição reúne cerca de 300 peças, incluindo insígnias de ordens (colares, distintivos e placas) executadas por afamados ourives da época, retratos dos Imperadores, trajes e mantos das ordens, diplomas de concessão, estatutos das ordens e documentação fotográfica. Inédito neste tipo de exposições é também a apresentação de documentação relativa às cerimónias de investidura dos Imperadores Russos com ordens estrangeiras, normalmente a cargo de Embaixadores Extraordinários nomeados para o efeito pelos respectivos soberanos.


Particular destaque merece a história das ordens conferidas ao Tsar Nicolau II e a sua mulher a Tsarina Alexandra Fyodorovna, bem como ao Tsarevitch Alexei Nicolaevich, barbaramente assassinados por ordem de Lenine.


O Museu do Kremlin há muito que vem promovendo investigação, o estudo e o restauro de muitas peças da sua importante colecção de insígnias de ordens estrangeiras, apresentando agora os resultados desse trabalho.


Muito tempo isolada da Europa, a Rússia sob o Tsar Pedro I, o Grande, iniciou a sua modernização e a expansão para o que viria a tornar-se o poderoso e vasto Império Russo. Pedro I foi o primeiro Soberano Russo a receber ordens estrangeiras: a ordem do Elefante e a ordem da Águia Branca, da Polónia, após a vitória sobre a Suécia.


Alexandre I, cujo papel de relevo na vitória dos aliados sobre a França de Napoleão I foi recentemente realçada pelo historiador Dominic Lieven, recebeu as mais altas condecorações europeias, começando com a Legião de Honra, aquando da paz de Tilsit em 1807 e, após 1813, as Ordens da Jarreteira, do Tosão de Ouro, do Espírito Santo, de Santo Estêvão da Hungria, de Leopoldo, da Áustria, do Elefante, da Águia Negra e a Banda de Grã-Cruz das Ordens de Cristo, Avis e Santiago da Espada, entre outras. Espera-se que o Catálogo cuja remessa aguardamos, possa lançar luz sobre o destino destas insígnias, concedidas em 1824, por D. João VI.


Entre as peças exibidas estão as insígnias da Ordem Soberana e Militar de Malta cujo Grão-Mestrado, após a tomada de Malta por Napoleão Bonaparte, em 1798, foi exercido de facto pelo Imperador Paulo I da Rússia, um raro colar da Ordem da Águia Negra e uma placa ornada de diamantes da Ordem da Águia Vermelha, da Prússia, colar da Ordem de Santo Humberto da Baviera, placa da ordem do Espírito Santo, placa da ordem da Fidelidade, de Baden e um distintivo da Ordem da Águia Branca, Polónia, que pertenceu ao tsar Alexandre I.


Foi editado um Catálogo da Exposição - Державные кавалеры. Иностранные ордена российских императоров. Sovereign knights. Foreign Orders of Russian Emperors. Каталоги выставок :2010 Авт. текста и сост. Л.М. Гаврилова (ISBN 978-5-88678-209-7). Texto em Russo pela Doutora L. Gavrilova, Comissária da Exposição, com sumário e legendas das imagens em Inglês.


Contem a lista das ordens estrangeiras concedidas aos Soberanos Russos, inédita até agora.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

EXPOSITION « ESPAGNE ET PORTUGAL : WELLINGTON ENTRE EN SCÈNE »

Musée Wellington, Waterloo, Bélgica

EXPOSITION « ESPAGNE ET PORTUGAL : WELLINGTON ENTRE EN SCÈNE »

De 17/02/11 a 31/5/2011

«Le musée Wellington présente en collaboration avec le Musée Royal de l’Armée, le Comité de Waterloo et le Bataillon Napoléon, une exposition sur les campagnes d’Espagne et du Portugal de Napoléon. Elle couvrira les périodes de 1807 à 1814.

Des armes, des portraits, des uniformes, des médailles, nombre de pièces exceptionnelles ont été rassemblés pour illustrer les origines et le déroulement de cette guerre qui a ensanglanté la Péninsule ibérique pendant plusieurs années et entraîné des bouleversements politiques dont les conséquences se feront sentir jusqu’au XXème siècle.»
Aguarda-se informação complementar sobre o conteúdo da Exposição e sobre a origem das peças expostas: Francesas ou também dos Exércitos Aliados (Britânico, Português e Espanhol).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

10º Curso sobre Ordens Militares em Palmela

10º Curso sobre Ordens Militares
promovido pela Câmara Municipal de Palmela e pelo GEOS
Dias 26-27 de Fevereiro no Cine-Teatro de S. João, Palmela

«O Caminho de Santiago, iniciado no século IX, foi importante factor da unidade europeia. Ao túmulo de Santiago Maior (que a tradição situa em Compostela, onde depois se lhe edificou a catedral) afluíram cedo peregrinos de toda a Europa, desde a Escandinávia e a Rússia até às Ilhas Britânicas e à Grécia. A passagem destes caminhantes beneficiou do apoio das ordens militares, que criaram infra-estruturas não só para a sua defesa mas também para o seu acolhimento, como igrejas, hospitais e albergarias. Em solo peninsular, a Ordem de Santiago, associada à promoção do culto do apóstolo, teve papel destacado no fenómeno peregrinatório, mas as demais milícias religiosas também contribuíram muito significativamente para sustentá-lo.


O Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago considerou relevante, terminado o ano Jacobeu, o tratamento desta temática no curso de 2011, complementando-se as palestras com uma visita a lugares e exposições alusivas a Santiago e ao caminho de peregrinação.» (Do Programa)
Programa...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Napoleão III - Exposição «Ecrins impériaux. Splendeurs diplomatiques du Second Empire»


Museu Nacional da Legião de Honra e das Ordens de Cavalaria - Paris
19 Janeiro – 29 de Maio de 2011


A Exposição, inaugurada no passado dia 18 de Janeiro, no Museu da Legião de Honra, em Paris, reúne as insígnias das condecorações de Napoleão III, da Imperatriz Eugénia e do Príncipe Imperial.
Segundo o Catálogo, estas condecorações terão sido salvas do incêndio do Palácio das Tulherias que ocorreu em 23-24 de Maio de 1871, por acção dos Communards à aproximação do exército comandado pelo General Mac-Mahon.
Este conjunto de insígnias, a maioria das quais conservando os seus estojos de origem, foi doado, em 1979, pelo Chefe da Família Imperial, o Príncipe Luís Napoleão, à República francesa e depositado no Museu Nacional do Castelo de Compiègne.
Para além das insígnias da Ordem da Jarreteira, do Tosão de Ouro e das ordens imperiais russas, esta Exposição tem interesse acrescido para Portugal já que entre as insígnias exibidas se encontram as de ordens portuguesas conferidas ao Imperador, a sua mulher e ao príncipe imperial:

Imperador Napoleão III: Banda de Grã-Cruz das Três Ordens (Cristo, Avis e Santiago) (1854); Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1852) e, Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada (1865); de notar que o Imperador já era Grã-Cuz da Ordem desde 1852, mas el-Rei D. Luís I resolveu atribuir-lhe as novas insígnias resultantes da reforma de ordem de 1862; Imperatriz Eugénia: Dama da Ordem de Santa Isabel (1854); Príncipe Imperial: Banda de Grã-Cruz das Ordens de Cristo e de Avis (1865), Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1861).

Por ocasião desta Exposição foi editado um luxuoso Catálogo sob a direcção de Anne de Chefdebien, conservadora do Museu da Legião de Honra e de Laurence Wodey, conservadora adjunta, com textos de Michael Autengruber, Nicolas Botta-Kouznetzoff, Laure Chabanne, Luciano Faverzani, Jean-Christophe Palthey e Patrick Spilliaert.

«Pro Phalaris», # 2/2010


A Academia Falerística de Portugal acaba de anunciar a publicação para breve do seu Boletim «Pro Phalaris», nº 2 - 2º semestre de 2010.
Publicação semestral destinada aos sócios da A.F.P. pode ainda ser adquirida avulso junto da Redacção.