sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Museu do Kremlin - Exposição de Falerística


Museu do Kremlin - Palácio do Patriarca

Exposição Sovereign Knights, Foreign Orders of Russian Emperors

26 Outubro 2010 – 9 Março 2011

Exposição com peças da riquíssima colecção de falerística do Museu do Kremlin (Armoury Chamber) de ordens e condecorações estrangeiras conferidas aos Imperadores da Rússia desde o reinado do tsar Pedro I, o Grande e a outros membros da Família Imperial da Casa de Romanov.


A exposição reúne cerca de 300 peças, incluindo insígnias de ordens (colares, distintivos e placas) executadas por afamados ourives da época, retratos dos Imperadores, trajes e mantos das ordens, diplomas de concessão, estatutos das ordens e documentação fotográfica. Inédito neste tipo de exposições é também a apresentação de documentação relativa às cerimónias de investidura dos Imperadores Russos com ordens estrangeiras, normalmente a cargo de Embaixadores Extraordinários nomeados para o efeito pelos respectivos soberanos.


Particular destaque merece a história das ordens conferidas ao Tsar Nicolau II e a sua mulher a Tsarina Alexandra Fyodorovna, bem como ao Tsarevitch Alexei Nicolaevich, barbaramente assassinados por ordem de Lenine.


O Museu do Kremlin há muito que vem promovendo investigação, o estudo e o restauro de muitas peças da sua importante colecção de insígnias de ordens estrangeiras, apresentando agora os resultados desse trabalho.


Muito tempo isolada da Europa, a Rússia sob o Tsar Pedro I, o Grande, iniciou a sua modernização e a expansão para o que viria a tornar-se o poderoso e vasto Império Russo. Pedro I foi o primeiro Soberano Russo a receber ordens estrangeiras: a ordem do Elefante e a ordem da Águia Branca, da Polónia, após a vitória sobre a Suécia.


Alexandre I, cujo papel de relevo na vitória dos aliados sobre a França de Napoleão I foi recentemente realçada pelo historiador Dominic Lieven, recebeu as mais altas condecorações europeias, começando com a Legião de Honra, aquando da paz de Tilsit em 1807 e, após 1813, as Ordens da Jarreteira, do Tosão de Ouro, do Espírito Santo, de Santo Estêvão da Hungria, de Leopoldo, da Áustria, do Elefante, da Águia Negra e a Banda de Grã-Cruz das Ordens de Cristo, Avis e Santiago da Espada, entre outras. Espera-se que o Catálogo cuja remessa aguardamos, possa lançar luz sobre o destino destas insígnias, concedidas em 1824, por D. João VI.


Entre as peças exibidas estão as insígnias da Ordem Soberana e Militar de Malta cujo Grão-Mestrado, após a tomada de Malta por Napoleão Bonaparte, em 1798, foi exercido de facto pelo Imperador Paulo I da Rússia, um raro colar da Ordem da Águia Negra e uma placa ornada de diamantes da Ordem da Águia Vermelha, da Prússia, colar da Ordem de Santo Humberto da Baviera, placa da ordem do Espírito Santo, placa da ordem da Fidelidade, de Baden e um distintivo da Ordem da Águia Branca, Polónia, que pertenceu ao tsar Alexandre I.


Foi editado um Catálogo da Exposição - Державные кавалеры. Иностранные ордена российских императоров. Sovereign knights. Foreign Orders of Russian Emperors. Каталоги выставок :2010 Авт. текста и сост. Л.М. Гаврилова (ISBN 978-5-88678-209-7). Texto em Russo pela Doutora L. Gavrilova, Comissária da Exposição, com sumário e legendas das imagens em Inglês.


Contem a lista das ordens estrangeiras concedidas aos Soberanos Russos, inédita até agora.


terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

EXPOSITION « ESPAGNE ET PORTUGAL : WELLINGTON ENTRE EN SCÈNE »

Musée Wellington, Waterloo, Bélgica

EXPOSITION « ESPAGNE ET PORTUGAL : WELLINGTON ENTRE EN SCÈNE »

De 17/02/11 a 31/5/2011

«Le musée Wellington présente en collaboration avec le Musée Royal de l’Armée, le Comité de Waterloo et le Bataillon Napoléon, une exposition sur les campagnes d’Espagne et du Portugal de Napoléon. Elle couvrira les périodes de 1807 à 1814.

Des armes, des portraits, des uniformes, des médailles, nombre de pièces exceptionnelles ont été rassemblés pour illustrer les origines et le déroulement de cette guerre qui a ensanglanté la Péninsule ibérique pendant plusieurs années et entraîné des bouleversements politiques dont les conséquences se feront sentir jusqu’au XXème siècle.»
Aguarda-se informação complementar sobre o conteúdo da Exposição e sobre a origem das peças expostas: Francesas ou também dos Exércitos Aliados (Britânico, Português e Espanhol).

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

10º Curso sobre Ordens Militares em Palmela

10º Curso sobre Ordens Militares
promovido pela Câmara Municipal de Palmela e pelo GEOS
Dias 26-27 de Fevereiro no Cine-Teatro de S. João, Palmela

«O Caminho de Santiago, iniciado no século IX, foi importante factor da unidade europeia. Ao túmulo de Santiago Maior (que a tradição situa em Compostela, onde depois se lhe edificou a catedral) afluíram cedo peregrinos de toda a Europa, desde a Escandinávia e a Rússia até às Ilhas Britânicas e à Grécia. A passagem destes caminhantes beneficiou do apoio das ordens militares, que criaram infra-estruturas não só para a sua defesa mas também para o seu acolhimento, como igrejas, hospitais e albergarias. Em solo peninsular, a Ordem de Santiago, associada à promoção do culto do apóstolo, teve papel destacado no fenómeno peregrinatório, mas as demais milícias religiosas também contribuíram muito significativamente para sustentá-lo.


O Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago considerou relevante, terminado o ano Jacobeu, o tratamento desta temática no curso de 2011, complementando-se as palestras com uma visita a lugares e exposições alusivas a Santiago e ao caminho de peregrinação.» (Do Programa)
Programa...

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Napoleão III - Exposição «Ecrins impériaux. Splendeurs diplomatiques du Second Empire»


Museu Nacional da Legião de Honra e das Ordens de Cavalaria - Paris
19 Janeiro – 29 de Maio de 2011


A Exposição, inaugurada no passado dia 18 de Janeiro, no Museu da Legião de Honra, em Paris, reúne as insígnias das condecorações de Napoleão III, da Imperatriz Eugénia e do Príncipe Imperial.
Segundo o Catálogo, estas condecorações terão sido salvas do incêndio do Palácio das Tulherias que ocorreu em 23-24 de Maio de 1871, por acção dos Communards à aproximação do exército comandado pelo General Mac-Mahon.
Este conjunto de insígnias, a maioria das quais conservando os seus estojos de origem, foi doado, em 1979, pelo Chefe da Família Imperial, o Príncipe Luís Napoleão, à República francesa e depositado no Museu Nacional do Castelo de Compiègne.
Para além das insígnias da Ordem da Jarreteira, do Tosão de Ouro e das ordens imperiais russas, esta Exposição tem interesse acrescido para Portugal já que entre as insígnias exibidas se encontram as de ordens portuguesas conferidas ao Imperador, a sua mulher e ao príncipe imperial:

Imperador Napoleão III: Banda de Grã-Cruz das Três Ordens (Cristo, Avis e Santiago) (1854); Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1852) e, Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada (1865); de notar que o Imperador já era Grã-Cuz da Ordem desde 1852, mas el-Rei D. Luís I resolveu atribuir-lhe as novas insígnias resultantes da reforma de ordem de 1862; Imperatriz Eugénia: Dama da Ordem de Santa Isabel (1854); Príncipe Imperial: Banda de Grã-Cruz das Ordens de Cristo e de Avis (1865), Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito (1861).

Por ocasião desta Exposição foi editado um luxuoso Catálogo sob a direcção de Anne de Chefdebien, conservadora do Museu da Legião de Honra e de Laurence Wodey, conservadora adjunta, com textos de Michael Autengruber, Nicolas Botta-Kouznetzoff, Laure Chabanne, Luciano Faverzani, Jean-Christophe Palthey e Patrick Spilliaert.

«Pro Phalaris», # 2/2010


A Academia Falerística de Portugal acaba de anunciar a publicação para breve do seu Boletim «Pro Phalaris», nº 2 - 2º semestre de 2010.
Publicação semestral destinada aos sócios da A.F.P. pode ainda ser adquirida avulso junto da Redacção.