segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Reposta em vigor a Medalha do Império Britânico

Foto de Robert Prummel, Wikipedia

A Medalha do Império Britânico (MIB) foi criada em 1917, no âmbito da Ordem do Império Britânico, embora os seus titulares não fossem considerados membros da Ordem, para galardoar serviços meritórios, civis ou militares dignos de distinção pela Coroa, mas que no entanto não eram elegíveis para receber a Ordem do Império Britânico. A própria imposição das insígnias não era feita pela Soberana, mas por uma autoridade em seu nome.

A MIB foi concedida a cidadãos Britânicos até 1993 e, após essa data apenas a cidadãos de alguns países e Domínios que integram a Commonwealth. A suspensão da MIB foi decidida pelo Governo do Primeiro-Ministro John Major que procurou pôr cobro a uma distinção considerada classista que, em seu entender não fazia sentido.

Porém, no decurso da Conferência dos Chefes de Governo da Commonwealth que teve lugar, em Perth, na Austrália, o Primeiro-Ministro David Cameron anunciou a reposição da MIB afirmando, segundo a imprensa, que «a medalha será concedida em reconhecimento da dedicação e trabalho árduo prestado por tantos cidadãos ás suas comunidades».

Segundo, o Primeiro-Ministro poucas pessoas, desde 1993, foram distinguidas com o grau de Membro da Ordem do Império Britânico, cuja atribuição era suposta ter substituído a MIB e, portanto havia que repor o equilíbrio.

No próximo ano, em que se comemora o Jubileu de Diamante da Rainha, a MIB começará pois a ser conferida de novo, sendo o seu número estimado em 300.

Mais…

domingo, 30 de outubro de 2011

O Exército Aliado Anglo-Português, 1808-1814

João Centeno

O Exército Aliado Anglo-Português, 1808-1814

Lisboa, Tribuna da História, 2011
ISBN: 9789898219305

Sinopse

Os exércitos aliados, português e britânico, que participaram na designada Guerra Peninsular, entre 1809 e 1814, eram autónomos mas interdependentes, atingindo um nível de proficiência e trabalho em conjunto absolutamente ímpar até então. A unidade de comando, potenciada pela interoperabilidade ao nível de língua e terminologia militar, foi conseguida, por um lado, através da presença de oficiais portugueses no Quartel-General de Wellington e no Corpo de Guias do Exército Aliado, e, por outro, pela presença de oficiais britânicos no quartel-general de Beresford e nos diversos escalões tácticos do Exercito Português, Brigada e Regimento. Esta aliança conseguiu resultados impossíveis de obter de forma independente, satisfazendo os interesses de ambas as nações. A Grã-Bretanha, embora com um exército bem equipado e com experiência recente de combate, não tinha dimensão humana para levar de vencida, isoladamente, os exércitos franceses na Península. Portugal não possuía recursos, materiais e financeiros, nem exército com quadros, organização, armamento e equipamento, para vencer sozinho as invasões a que era sujeito. A excepcionalidade deste exército foi ter implementado a capacidade de comando unificado, a coordenação das forças em campanha e articulação das forças para combate, independentemente da sua nacionalidade; a utilização de equipamentos semelhantes; o apoio logístico coordenado; a utilização de tácticas e procedimentos idênticos e, por fim o apoio político constante dos governos das duas nações e das populações locais. Tudo isto mantendo-se o Exército Aliado no respeito de instituições nacionais, política, religiosa e culturalmente diferentes. Nascido em Lagos, João Torres Centeno é licenciado em Direito, trabalhando como advogado nessa mesma cidade. Tem conjugado a sua actividade de advogado com a investigação na área de História militar. Sendo colaborador da página na Internet «The Napoleon Series» dedicada à época conhecida por época Napoleónica.

É autor do blog Lagos Militar e do livro O Exército Português na Guerra Peninsular. Vol. 1. Do Rossilhão ao fim da Segunda Invasão Francesa, Lisboa, Prefácio, 2008

Fonte: Tribuna da História

Pride and Privilege. A History of Ottoman Orders, Medals and Decorations


Pride and Privilege. A History of Ottoman Orders, Medals and Decorations
Edhem Eldem
Istanbul, 2004
ISBN 975-93692-8-1
Our new publication is the accompanying catalogue of the special exhibition of Ottoman orders and decorations on view at the Museum from September 28 through December 26. "From the very end of the eighteenth century to the collapse of their Empire after World War I, the Ottomans "discovered", adapted and gradually put to extensive use western forms of honors: orders, medals and decorations. From the aigrette bestowed on Admiral Nelson in 1798 to the "Iron Cescent" of a doomed war, this work retraces the complex and fascinating history of Ottoman decorations, with a particular emphasis on their historical significance, symbolism and meaning. Illustrated with real-size reproductions of each of the items discussed, it constitutes a serious attempt to merge historical analysis with a detailed phaleristic approach" (from the back cover of the book).

A Marinha Portuguesa - História



Capitão-de-Mar-Guerra José António Rodrigues Pereira
 
A Batalha Naval do Cabo de S. Vicente, 1833 A Marinha Portuguesa nas Guerras Liberais
 
Lisboa, Tribuna da História, 2011 ISBN: 9789898219336
Sinopse:
Após a derrota do projecto eurocêntrico de Napoleão, o Congresso de Viena em 1814/1815 reorganizou as fronteiras da Europa e trouxe a paz entre as nações, mas as novas ideologias liberais trazidas com as revoluções Americana e Francesa levaram ao despoletar de revoluções sociais, que nas colónias ibéricas americanas se traduziram por revoltas de emancipação e em muitos países europeus resultaram em guerras civis. Em Portugal em 1832 uma guerra civil opôs os liberais de D. Pedro, empenhados em implantar um regímen político constitucionalista parlamentar, aos tradicionalistas de D. Miguel, decididos a manter a legitimidade do regime de monarquia absolutista vigente. Neste combate, em que a maioria de meios militares e de apoio popular de uns era compensado pela sucessão de erros tácticos próprios e pelo maior apoio estrangeiro dos outros, desenvolveu-se uma situação de estagnação política e de irresolução dos combates terrestres. Portugal, com a sua longa fronteira marítima, oferecia condições evidentes para utilizar meios navais de utilidade logística e com força de combate consequente neste teatro estratégico de operações. A boa utilização do poder naval irá viabilizar a vitória Liberal.
 
 

Almirante Sir Charles Napier, K.C.B., G.C.T.E.
 
Do Autor:
 
 
 
Marinha Portuguesa - nove séculos de história,
Lisboa, EMA, 2011
 
 
Grandes Batalhas Navais Portuguesas
 
Lisboa, Esfera dos Livros, 2009 ISBN: 9789896261658
 
 

 

 

 

Campanhas Navais (1793-1807)

Vol. I - A Armada e a Europa

A Marinha Portuguesa na Época de Napoleão

Tribuna da História, 2005 ISBN: 9789728799304
Sinopse

Aborda-se uma época da história de Portugal, em que se lembra a influência do Poder Marítimo na resolução dos conflitos. Nunca na nossa História teve a Armada tamanho protagonismo no teatro europeu, participando activamente nos conflitos gerados pela Revolução Francesa , e tendo chegado a ser á época a 5ª força naval da Europa. Este 1.º volume trata o período compreendido entre 1793 e 1807, do começo da cooperação da Armada Real com a Royal Navy britânica até à data em que ocorreu a primeira invasão Francesa de Portugal.

 

Campanhas Navais (1807-1823)

Vol. II - A Armada e o Brasil

A Marinha Portuguesa na Época de Napoleão

Tribuna da História, 2005 ISBN: 9789728799342

Sinopse

Neste segundo volume aborda-se o período de 1807 a 1823.Descreve-se a transferência da capital do Império, de Lisboa para o Rio de Janeiro, com a ida do grosso da marinha portuguesa para o Novo Mundo, e o envolvimento da Armada nas campanhas posteriores que ocorreram nas fronteiras do Brasil, como consequência directa das guerras napoleónicas, assim como nos acontecimentos que levaram à independência daquele reino e à retirada das forças militares portuguesas. Neste segundo período a Armada Real operou essencialmente a partir do Brasil.




    O Capitão-de-Mar-e-Guerra José António Rodrigues Pereira, actualmente Professor na Escola Naval e na Universidade Autónoma de Lisboa, tem-se revelado como o mais prolífico historiador da Marinha de Guerra, sendo autor de numeroso artigos, para além dos livros acima referenciados.
     

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Richard Henry Major, Com Torre e Espada, Com Santiago



Hoje publicamos mais uma notícia sobre um ex-líbris Britânico relacionado com Portugal e com a Falerística – o do eminente lusófilo Richard Henry Major.
Richard Henry Major (1818 – 1891) foi um Geógrafo, tendo exercido os cargos de Conservador da colecção de Mapas do Museu Britânico e de Secretário da prestigiada Hakluyt Society. Em 1845 foi eleito Membro da Royal Geographical Society, da qual foi secretário (1866-1881) e vice-presidente (1881-84) e, em 1854, Membro da Society of Antiquaries (Cf. Oxford Dictionary of National Biography entry, por Elizabeth Baigent).
Interessou-se particularmente sobre o descobrimento da Austrália, sobre o qual publicou três livros, designadamente The Discovery of Australia By The Portuguese In 1601 five years before the earliest discovery hitherto recorded … London, Printed by J.B. Nichols, 1861 (Sobre a descoberta da Austrália cf. Des Cowley, European Voyages of Discovery, in «The La Troube Journal», # 41, Autumn 1988, State Library of Victoria).
A obra dedicada à Academia Real das Ciências de Lisboa foi por esta mandada traduzir pelo sócio efectivo D. José de Lacerda e publicada sob o título «O Descobrimento da Australia pelos portuguezes em 1601: cinco annos antes do primeiro descobrimento até entáo mencionado», de Richard Henry Major, tradução de D. José de Lacerda, Typographia da Academia, 1863.
Posteriormente, dedicou um estudo ao Infante D. Henrique publicado em 1868, The Life of Prince Henry of Portugal, Surnamed the Navigator, and its Results, com uma 2ª ed. em 1877 (há várias reimpressões recentes, vg. a editada por Thomas Nelson, 1967, e a de Kessinger Publishing, LLC, January 29, 2010).
O seu estudo pioneiro sobre a primazia portuguesa da descoberta da Austrália valeu-lhe ser agraciado por el-Rei D. Pedro V com o grau de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, em 30 de Julho de 1861 (Decreto de 30 de Julho de 1861, publicado no D.L. # 196).

O favorável acolhimento do seu livro sobre o Infante D. Henrique levou el-Rei D. Luís I a promovê-lo ao grau de Oficial da Ordem da Torre e Espada, em Fevereiro de 1868, sob proposta do Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros, «fundada nas qualidades do agraciado e no seu reconhecido merecimento literário» (Decreto de 18 de Fevereiro de 1868, publicado no D.L. # 164).

E, de novo em 1875, D. Luís I agraciou-o com o grau de comendador da Ordem de Santiago, do Mérito Scientífico, Litterário e Artístico, a primeira das antigas ordens militares a ser reformada sob a monarquia constitucional em 1862, e que se destinava a recompensar “o assignalado merecimento pessoal e relevantes serviços prestados ás sciencias, ás lettras e ás boas artes, tanto em ensino público, como em obras escriptas e obras artísticas” (Decreto de 8 de Abril de 1875, publicado no D.G. # 79. Agradeço a Paulo Estrela - secretário da Academia Falerística de Portugal, a indicação destas fontes).

Henry Major receberia ainda em 1873, o grau de Comendador da Ordem da Rosa, conferido pelo Imperador Dom Pedro II e, no ano seguinte, o grau de comendador da Ordem da Coroa de Itália, conferida pelo Rei Victor Emanuel II pelo seu trabalho sobre Voyages of the Venetian Brothers N. and A. Zeno (cf. Cf. Oxford Dictionary of National Biography entry, por Elizabeth Baigent)..

Henry Major usou um ex-líbris armoriado, de interesse acrescido por ostentar o Colar da Ordem da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, certamente feito em data posterior a 1861, em que foi agraciado com o grau de cavaleiro da Ordem (Inventariado sob o # 19539, Franks bequest , catalogue of British and American book plates bequested to the Trustees of the British Museum by Sir Augustus Wollaston Franks, by E.R.J. Gambier Howe, Vol. 2, 1903).