domingo, 9 de setembro de 2012

Sociedade dos Amigos do Museu da Legião de Honra





A Société des amis du musée de la Légion d'honneur et des ordres de chevalerie, com sede em Paris, foi fundada em 1970, tendo por fim contribuir para a difusão, o desenvolvimento e o enriquecimento das colecções do Museu, designadamente através da organização de eventos e exposições relacionadas com a ordem da legião de honra e as condecorações francesas e estrangeiras, da publicação de um boletim ou pelo desenvolvimento de acções de mecenato.

A última alteração dos Estatutos ocorreu em 2010.

Face à escassez e fundos providenciados pelo Estado para o Museu, a SAMLHOC presta um contributo inestimável ao Museu, apoiando financeiramente acções de conservação, de renovação de espaços e de apresentação museológica das colecções, subvencionando os custos de montagem de exposições, ou na edição de Catálogos de grandes exposições.

Outra das formas de apoio prestadas ao Museu consiste na concessão de subvenções para a aquisição de peças para as colecções do Museu e na de obras e fundos documentais destinados à biblioteca (Mais...)

Muitas destas actividades só são possíveis graças à política de acções de Mecenato adoptada pela Sociedade, encorajando os seus associados, a sociedade civil e empresas, a contribuírem com donativos, doações ou depósito de espólios ou de peças, que possam enriquecer as colecções do Museu.

E, apesar de não ser propriamente uma associação de Falerística, a Sociedade publica desde 1990 um Boletim periódico – Ordres et Distinctions - com interessantes e variados artigos de temática Falerística e, sobre as actividades do Museu.

Os Sumários do Boletim podem ser consultados on-line, desde 2012.

O último número publicado - # 14 – de 2011, inclui os seguintes artigos :
 La remise de la médaille de Boston au lieutenant de vaisseau Scott de Balvery, par l'amiral É. Scott de Martinville

 La «Military General Service Medal» du duc de Gramont et les médailles commémoratives anglaises des guerres de la Révolution et de l'Empire, par Patrick Spilliaert
L'ordre de la Cosse de Genêt et les colliers de livrée aux XIVe et XVe siècles, par Laurent Hablot

L'ordre du Moretto (Vatican), par Dominique Henneresse

Os Boletins # 12 (2009) e #13 (2011) podem ser consultados on-line em formato de texto.

O Boletim #13 para além da biografia do actual Grande Chanceler da Legião de Honra, Général d'armée Jean-Louis Georgelin inclui os seguintes artigos:

Un Double Dragon au musée de la Légion d’honneur, pelo Professeur Gustav A. Tammann

Biographie et décorations de l'amiral Louis Édouard Bouët-Willaumez,de Jean-Claude d’Ozouville e Jean-Christophe Palthey

A maioria dos seus associados, incluindo muitos estrangeiros, são apaixonados da Falerística, coleccionadores, investigadores e estudiosos, com um leque de interesses muito vasto, não se cingindo à Ordem da Legião de Honra, ou às ordens e condecorações francesas em geral, mas também a ordens e condecorações estrangeiras, com destaque naturalmente, para as que fazem parte das colecções do Museu da Legião de Honra.

O Portal da Sociedade inclui um pequeno artigo sobre a Falerística, de Pactrick Spilliaert, definida como Ciência auxiliar da história que tem por fim o estudo das ordens, condecorações e medalhas, e ainda com uma ligação para um artigo sobre a temática da Wikipedia em Francês.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Armas da Família Linhares com Insígnia

Revisto em 26 de Junho de 2012

Vários membros da Família Sousa Coutinho, mais tarde Condes de Linhares e com um ramo a quem foram conferidos os títulos de Conde e Marquês de Funchal, foram agraciados com comendas da Ordem de Cristo e outras condecorações.

Esta Família teve início com D. Francisco Inocêncio de Sousa Coutinho - neto 10º conde de Redondo e do Desembargador Doutor Roque Monteiro Paim, secretário de Estado e grande valido d’el-Rei D. Pedro II -, Sargento-Mor do Regimento de Dragões de Chaves, Governador-Geral e Capitão-General do Reino de Angola e Embaixador em Madrid e, Comendador da Ordem de Cristo, e de sua mulher D. Ana Luísa da Silva Teixeira Andrade. Era irmão de D. Vicente Roque de Sousa Coutinho de Menezes Monteiro Paim, Enviado e Ministro Plenipotenciário em Turim e Embaixador em Paris e, cunhado do Morgado de Mateus D. Luís António de Sousa Botelho Mourão, (1722 - 1798), ambos comendadores da Ordem de Cristo.


O 1º Conde de Linhares e sua mulher D. Gabriella Azinari di San Marzano
Óleo sobre tela de António Domingos Sequeira. Col. Partiular
Seu filho primogénito D. Rodrigo Domingos de Sousa Coutinho, (1745 – 1812), 1º conde de Linhares (Decreto de 17 de Dezembro de 1808), exerceu importantes cargos como diplomata, Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário em Turim (1778-95), tendo depois sido chamado a Lisbao e nomeado Ministro e Secretário de Estado da Marinha e dos Negócios Ultramarinos (1795-1802), Secretário de Estado dos Negócios da Fazenda e Presidente do Real Erário (1801), e Secretário de Estado interino dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, em 1801, Inspector da Impressão Régia (1803) e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, no Rio de Janeiro. Foi comendador da Ordem de Cristo e Grã-Cruz das Ordens de Avis e da Torre e Espada.

O secundogénito, Principal D. José António de Menezes Coutinho, Diácono da Patriarcal, atingiu notoriedade como membro do Conselho de Regência do Reino em 1808.


1º Conde e 1º Marquês do Funchal -
Miniatura em marfim, Autor desconhecifo.
Col. Particular

O filho terceiro foi D. Domingos António de Sousa Coutinho, 1º conde e marquês de Funchal, (1760 - 1833), Licenciado na antiga faculdade de Leis da Universidade de Coimbra, sócio honorário da Academia Real das Ciências de Lisboa, iniciou a sua carreira diplomática como Enviado e Ministro Plenipotenciário em Copenhaga (1788-95), e depois sucessivamente, em Turim (1796-1803), Embaixador em Londres (1803-1815) e posteriormente em Roma (1815-28). Convidado para integrar a Regência em 1819, recusou respeitosamente o cargo em carta fundamentada que dirigiu ao Príncipe-Regente e que constitui um notável documento de análise política sobre essa época conturbada. Elevado à Grandeza com o título de conde do Funchal por Carta régia de 17-12-1808, seria elevado a marquês, pela rainha D. Maria II, em 1833. Em 1811, o Príncipe-Regente Dom João concede-lhe a Grã-Cruz da Ordem de Santiago da Espada.

No final da sua missão em Londres teve ocasião de entregar as insígnias da Banda de Grã-Cruz das Três Ordens Militares ao Príncipe Regente da Grã-Bretanha, em representação do Príncipe Regente D. João, em cerimónia que teve lugar a 29 de Junho de 1815 . Na corte de St. James terá gozado de grande valimento junto do Príncipe Regente Jorge que o tratava afectuosamente por «my Souza», segundo o testemunho insuspeito de José Liberato Freire de Carvalho (1).

Com a aclamação do Infante D. Miguel suspendeu as suas funções de Embaixador junto da Santa Sé não reconhecendo o novo regime, considerando D. Miguel como Usurpador, face aos acordos anteriormente estabelecidos com D. Pedro, após a outorga da Carta Constitucional, e ratificados pelas potências.

O quarto filho foi o Almirante D. Francisco Maurício de Sousa Coutinho, Governador e Capitão-General do Grão-Pará (1790-1803), obteve a Grã-Cruz Honorário da Ordem de Torre e Espada em 1812.

Na geração seguinte, dos filhos do 1º conde Linhares, o primogénito Brigadeiro D. Victório de Sousa Coutinho, 1790-1857, 2º Conde de Linhares, Ministro em Turim (1817) e Ministro da Marinha (1835) foi além de comendador da Ordem de Cristo, comendador efectivo da Ordem da Torre e Espada em 1820.

Outro filho D. Francisco Afonso Menezes Sousa Coutinho, (02.02.1796 + Paris 14.08.1834), Oficial da Aramada Real, casou em 1824 com uma das ricas herdeiras brasileiras D. Guilhermina Adelaide Carneiro Leão, e viria a atingir notoriedade ao aderir à Independência do Brasil. Promovido a Capitão-de-Fragata da Marinha Imperial passou em seguida para o Estado-maior do Exército com a patente de Tenente-Coronel.

Foi agraciado pelo Imperador D. Pedro I com o título de visconde de Maceió, com grandeza (1824) e dois anos depois elevado a Marquês. Grande do Império, exercia o cargo de Veador na corte imperial e exerceu o cargo de Ministro da Marinha (1827) e no ano seguinte nomeado Ministro plenipotenciário e Enviado Extraordinário à Corte de Viena em 1828, tendo acompanhado a Imperatriz ao Rio de Janeiro.

Foi cavaleiro da Imperial Ordem do Cruzeiro e comendador da Imperial Ordem de Cristo e da Ordem de Isabel, a Católica, de Espanha. As fontes brasileiras dão-no também como cavaleiro da Ordem da Torre e Espada, mas não temos notícia desse agraciamento.

Como era hábito e largamente praticado na época pela primeira nobreza da Corte, vários membros da mesma Família usavam armas idênticas, sem qualquer diferença.

Daí a dificuldade de identificar a quem pertenceram as armas que a seguir reproduzimos: escudo esquartelado, no I-IV – as armas do Reino (em vez do esquartelado com as armas dos Sousas Chichorro) e, no II-III – Coutinhos. Coronel de Marquês e Timbre de Coutinho.

Fig. 1

Nas duas imagens que reproduzimos, pertencentes à colecção de um ilustríssimo descendente do 1º conde de Linhares, na primeira (fig. 1), as armas são encimadas por virol, coronel de marquês e timbre de Coutinho e, a segunda (Fig. 2), num escudo mais elaborado, com paquife, elmo de prata, cerrado, guarnecido de ouro, posto de frente, com virol e encimado por coronel de marquês e, timbre de Coutinho.

Fig. 2
Face ao coronel de marquês, as armas em questão tanto poderiam ser atribuídas ao 1º Marquês de Funchal, como a seu sobrinho o Marquês de Maceió. No entanto, em ambas as armas existe um elemento importante que poderá ajudar a resolver esta dúvida. Trata-se, com efeito, da insígnia de uma ordem de cavalaria pendente do escudo, em ambos os casos.

Numa primeira análise, pensámos poder tratar-se da insígnia de Cavaleiro da Ordem do Elefante, o que faria algum sentido já que o Conde do Funchal foi Enviado e Ministrio Plenipotenciário em Copenhaga, eventualmente atribuída pelo rei Cristiano VII, após a cessação das suas funções como diplomata na corte dinamarquesa.

Porém, não existindo nas fontes dinamarquesas consultadas qualquer confirmação sobre este agraciamento, o nosso estimado amigo e confrade – Paulo Estrela, admitiu a possibilidade de estarmos perante as insígnias da Imperial Ordem do Cruzeiro, fundada pelo Imperador D. Pedro I.

Assim, e na posse de uma foto ampliada dos escudos de armas, foi possível confirmar a hipótese colocada por Paulo Estrela, isto é, a insígnia pendente parece ser a da Ordem Imperial do Cruzeiro.

Esta identificação reconduz-nos pois, ao marquês de Maceió, como sendo o provável detentor destas armas, atento o coronel de Marquês e a insígnia da Ordem Imperial do Cruzeiro, de que era cavaleiro.



Notas:
(1.) cf. José Vicente de Bragança, El-Rei D. João VI e a Ordem da Torre e Espada (1808-1826), Lisboa, Ed. do Autor, 2011.

Fontes:
Costa (Subserra), Dom Marcus de Noronha da. D. Marcos de Noronha e Brito, 8º Conde dos Arcos (Elementos para uma Biografia), Lisboa, Academia Portuguesa da História, 2011
Coutinho, D. Fernando António de Sousa (Funchal), Uma Varonia Milenária, 2ª ed., Lisboa, 1958

Estrela, Paulo Jorge. Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824, Lisboa, Tribuna da História, 2008
Funchal, Marquês do. O Conde de Linhares Dom Rodrigo Domingos António de Sousa Coutinho, Lisboa, 1908
Lima, Manuel de Oliveira. D. João VI no Brasil, 3ª ed., Rio de Janeiro, 1996
Barata, Carlos Eduardo & Bueno, A.H. Cunha. Dicionário das Famílias Brasileiras, II Tomos, Rio de Janeiro, Ed. Árvores da Terra, [1999-2001]



Marechal Ney, Grã-Cruz da Ordem de Cristo


Vão hoje, dia 20 de Junho, a leilão no Hotel Drouot, em Paris, as insígnias de Grã-Cruz da Ordem de Cristo atribuídas ao Marechal Ney pelo Príncipe-Regente D. João, em 1805, por ocasião da troca de condecorações feita com o Imperador Napoleão I.


As insígnias compreendem, a Banda, o medalhão oval e a placa bordada que terão sido as entregues ao Marechal, em Milão, pelo Embaixador de Portugal, Dom Lourenço de Lima (cf. artigo no Boletim «Pro Phalaris», nº 1).

Além destas há também uma placa, em prata e esmaltes, de fabrico francês (Casa Biennais), provavelmente encomendada posteriormente pelo Marechal Ney.

Uma palavra de reconhecimento é devida ao Prof. Gerard Laureau, insígne falerista Francês, por nos ter comunicado este evento.

Sobre este agraciamento cf. José Vicente de Bragança, A Evolução da Banda das Três Ordens Militares (1789-1826), in Separata da Revista «Lusíada – História», nº 8, 2011, p. 15-16; e Le Grand cordon des trois ordres militaires du Christ, d’Avis et de Saint-Jacques du Portugal, in Catalogue de l’Exposition – «La Berline de Napoléon – Le Mystère du Butin de Waterloo», Musée National de la Légion d’honneur, Paris, Albin Michel, 2012, pp. 187-188.

Catálogo on-line…



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Prof. Antonio Padula


Lusófilo e escritor, natural deNápoles, onde fundou a «Sociedade Luís de Camões».

Autor de vasta obra sobre literatura portuguesa quer como autor, quer como tradutor, foi sócio da Academia Real das Ciências de Lisboa, da Sociedade de Geografia e do Instituto de Coimbra.

Foi Comendador da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa. Por ocasião dos Centenários da Descoberta da Índia e do Nascimento de Almeida Garrett, (publicou os opúsculos - Il 20 maggio 1498 e Il Centenario di Almeida Garrett) foi agraciado com o grau de Comendador da Ordem de Cristo e, pela sua obra sobre a literatura portuguesa recebeu também o grau de Comendador da Ordem de Santiago da Espada.
Era igualmente cavaleiro da Ordem do Santo Sepulcro e da Ordem Teutónica.

Obras:

Il General Antonio Oscar de Fragoso Carmona, Presidente della Republica Portighese : studio storico-politico. Napoli : Società Luigi Camoens, 1931.

Un portoghese grande amico dell'Italia, Antonio de Faria : saggio bio-bibliografico. Napoli : La Società Luigi Camoens, 1930

João de Deus : il grande poeta lirico portoghese : pel centenario della sua nascita 1830-1930. Napoli : [s.n.], 1929.

Camoens e Teofilo Braga — (Estratto delia *Rassegna Italiana»), (Napoli — l908).

Camoens Petrarchista : Studio : Con appendice di sonetti del poeta nella traduzione inedita di Tammaso Cannizzaro. Napoli : Società Luigi Camoens, 1904.

Les ordres chevaleresques du royaume de Portugal ; [trad. de] Paul Pellot. Reims : Imprimerie Coopérative, 1908

Il re Galaor : poema drammatico / di Eugenio de Castro ; traduzione dal portughese di Antonio Padula, preceduta de un esame critico. Acireale : Etna, 1900.

Salome / Eugenio de Castro ; traduzione dal portoghese di Antonio Padula, preceduta da una nota illustrativa. Napoli : Pierro e Veraldi, 1899.

Camoens e I Nuovi Poeti Portoghesi,Napoli, 1896; trad portuguesa, de A. Ferreira de Faria. Camões e os novos poetas portuguezes: conferencia feita a 30 de maio de 1896 no III sarau Litterario-musical, dado pelos Intellectuaes na salla Ricordi de Napoles, Typ.a d'A Folha, 1899


Usou um ex-líbris heráldico com o escudo sobreposto sobre a Cruz da Ordem de Cristo. Envolvendo o escudo, o colar da ordem de S. Tiago do Mérito Scientifico, Litterário e Artistico e, tendo pendente do mesmo, a insígnia da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa.


Fontes: Jacopo Gelli, 3500 Ex Libris Italiani, 1ª ed. Milano, Ulrico Hoepli, 1908, p. 291

segunda-feira, 7 de maio de 2012

VI Encontro Europeu das Sociedades de Falerística





VI Encontro Europeu das Sociedades de Falerística

21-23 Setembro 2012, Bruxelas – Bélgica

Organizado pela SKF (Studiekring Faleristiek vzw)

Com o patrocínio de

Musée royal de l’Armée et d’Histoire Militaire (Bruxelas)

Bibliothèque Royale de Belgique


Pela segunda vez, desde 2006, a Associação Belga de Falerística – SKF – assumiu a organização do VI Encontro Europeu de Sociedades de Falerística.


Para informação detalhada sobre o Programa do Encontro, Inscrições, Hotéis e Mapas visite o site da SKF.

Graças à privilegiada situação geográfica de Bruxelas no centro da Europa, estamos certos que o próximo Encontro terá uma elevada participação, apesar da crise económica que alastra por vários países da EU, e que ultrapassará o sucesso do V Encontro, que teve lugar em Copenhaga, em 2011.




quarta-feira, 28 de março de 2012

Professor Doutor José Gonçalves Proença


Por ocasião da ùltima Aula do Professor Doutor José Gonçalves Proença (dia 22 de Março), a Universidade Lusíada organizou uma Exposição integrando bibliografia, documentação, iconografia e condecorações.

As condecorações do Professor Doutor José Gonçalves Proença estão expostas em duas vitrines e incluem entre outras, as insígnas de Grã-Cruz das seguintes ordens:


Militar de Cristo (Portugal);


Infante D. Henrique (Portugal);


Mérito Civil (Alemanha);


Rio Branco (Brasil);


Mérito do Trabalho (Brasil);


Cisneros (Espanha).

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terça-feira, 20 de março de 2012

Sociedade Suiça de Falerística - Bol. # 105

A Sociedade Suiça de Falerística celebra no corrente ano o seu 30º Aniversário tendo acabado de distribuir o Boletim nº 105, Março de 2012, em cuja capa figura um magnífico Colar da Ordem do Espírito Santo (da colec. do MNLH).


Eric Schaerer no seu Editorial começa por aludir ao 30º Aniversário da SSP, fazendo de seguida referência à nova Medalha do Jubileu de Diamante mandada cunhar para celebrar os 60 anos de reinado da Rainha Isabel II, do Reino Unido, realçando o facto de se tratar de uma cunhagem de 450.000 medalhas encomendada por concurso, não à Real Casa da Moeda como habitualmente, mas a uma pequena firma de Birmingham - Worcestershire Medal Services. As primeiras medalhas do jubileu de diamante foram entregues a 6 de Fevereiro, data do aniversário da subida ao trono da Rainha Isabel II, em 1952!

 Podemos acrescentar que o Canadá, por seu turno, também mandou cunhar uma medalha comemorativa do Jubileu de Diamante da Rainha desenhada por Cathy Bursey-Sabourin, Fraser Herald da Canadian Heraldic Authority.
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De destacar neste número do Boletim, o artigo assinado por Gérard Laureau - La pièce rare: un collier de l'ordre de St. Esprit - segundo o A. considerada peça rara mas não raríssima, já que em menos de uma década, apareceram à venda no mercado três colares que atingiram preços elevadíssimos. O primeiro, em Maio de 2004 proveniente dos herdeiros do Conde de Chambord. O segundo, em Maio de 2009, posto à venda pelos herdeiros de Luís de Orléans, duque de Nemours, filho de Luís Filipe, rei dos Franceses, cujo colar foi concedido no reinado de Carlos X, vendido por 115.000 €. E, finalmente, o terceiro, vendido pela firma A. Thies, em Dezembro de 2011, por 112.000€, proveniente do espólio do duque de Dalberg, Emmerich von Dalberg (1773-1833).

Poder-se-ia acrescentar outro belo colar, vendido em Julho de 2005, pela Spink, por £42,550.

O A. refere de seguida os dois colares existentes nas colecções dos Museus do Louvre e da Legião de Honra e um artigo do barão Hervé Pinoteau, segundo o qual existiriam ainda 86 colares da Ordem do Espírito Santo, fabricados após a Restauração.

O último dos colares referidos acima pertence, segundo G. Laureau a esta série - 50 fabricados pelo ourives Ouizilee e,30 por Jean-Chales Cahier - tendo sido fabricado por este último.

Citando de novo o incontornável barão Hervé Pinoteau, o Autor dá-nos a indicação do peso e das medidas destes colares bem como o respectivo preço lembrando tratar-se do modelo criado no reinado de Luís XVI em meados da década de '80 de setecentos, que era constituído por 29 elos, em vez dos tradicionais 32. Para terminar o A enuncia em traços largos a biografia do cavaleiro em questão, feito duque do Império por Napoleão I, em 1810, membro do Governo Provisório sob Talleyrand em Março de 1814 e representante de Luís XVIII no Congresso de Viena em 1815. Recebeu a Ordem do Espírito Santo em 1820, por ocasião do nascimento do duque de Bordéus, sendo o cavaleiro nº 26, segundo estudo do barão Hervé Pinoteau.

Cumpre lembrar que em Portugal existe também um Colar da Ordem do Espírito Santo que faz parte do espólio designado como Jóias da Coroa, atribuído ao Rei D. João VI e que já foi exposto no Palácio da Ajuda.

O Boletim inclui ainda outros artigos, dos quais destacamos o de Christian Thévenaz sobre as condecorações de M. Philippe Séguin, antigo Ministro e Presidente do Tribunal de Contas, falecido em Janeiro de 2010.





Do mesmo Autor, recensões bibliográficas, designadamente, aos Catálogos das Exposições do Museu da Legião de Honra - «Écrins Impériaux» (2011) e «La berline de Napoléon "le mystère du butin de Waterloo"» (em exibição), este último editado pelas edições Albin Michel.

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terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

VIII Centenário da Batalha de Navas de Tolosa

Congresso Internacional
LAS NAVAS DE TOLOSA
MIRADAS CRUZADAS 1212/2012
Jaén, entre 9 e 12 de ABRIL de 2012

Por ocasião do VIII Centenário, organizado pela Diputación de Jaén e pela Universidad de Jaén - Departamento de Historia Medieval


Comité Científico

Presidente

Patrice Cressier, CIHAM-UMR 5648, CNRS, Lyon

Comité

Castillo Armenteros, Juan Carlos - Universidad de Jaén
Cherif, Mohamed - Universidad de Tetuán
Ferreira Fernandes, Isabel Cristina - Museu Municipal de Palmela (Portugal)
Fierro, Maribel - CSIC de Madrid
García Fitz, Francisco - Universidad de Extremadura
Guichard, Pierre - Universidad Lumière-Lyon 2
Mansouri, Tahar - Universidad de Túnez
Salvatierra Cuenca, Vicente - Universidad de Jaén

domingo, 19 de fevereiro de 2012

IV Encontro Europeu de Sociedades de Falerística na Imprensa Americana

Ecos do IV Encontro Europeu de Sociedades Falerísticas
Lisboa, 21-24 Outubro de 2010
 O falerista norte-americano Russell Furtado publicou um elogioso artigo sobre a sua participação e de sua mulher, no IV Encontro Europeu organizado pela A.F.P. que teve lugar em Lisboa, em 2010.
O referido artigo, ilustrado com fotografias da mulher do A,. foi publicado no Journal of the Orders and Medals Society, da Orders and Medals Society of America (OMSA), Vol. 62, nº 3 – May-June 2011, pp. 19-23), a cujo editor agradecemos a deferência.
Russell Furtado é um cidadão norte-americano – luso-descendente – membro prestigiado da OMSA e um dos fundadores da nossa Academia, há muito apaixonado pela Falerística, grande coleccionador e divulgador de ordens, medalhas e condecorações portuguesas além Atlântico, designadamente com a publicação de artigos e montagem de exposições temáticas durantes as Convenções anuais da OMSA, que aliás lhe têm valido vários prémios.
No seu artigo começa por noticiar o início de actividade da Academia Falerística de Portugal com a realização do citado IV Encontro Europeu. Depois de elogiar em minúcia as actividades que integravam o programa do Encontro e aspectos que considerou relevantes, ligados à organização, logística e apoio aos participantes, sublinhou a hospitalidade dos participantes portugueses sempre prontos a apoiar, com tradução simultânea e explicações adicionais, os seus colegas estrangeiros.
Igualmente, destaca no seu artigo – que qualifica como impressionante- a Exposição, que teve lugar no hall do auditório da Universidade Lusíada com peças da colecção de Paulo Jorge Estrela, que incluía 12 grandes expositores com insígnias, medalhas, diplomas, alvarás e fotografias, tudo acompanhado de legendas em português e inglês.
Refere também detalhadamente o tema das quatro apresentações que tiveram lugar no segundo dia dos trabalhos, elogiando o seu conteúdo e manifesto interesse para quem se aprecia a Falerística portuguesa. Facto que também impressionou particularmente o nosso académico foi a qualidade do almoço buffet servido na cantina da Universidade Lusíada.
Após breve referência às visitas dos Museus da Marinha e da Presidência da República, cujo pessoal elogia, o A. faz alusão às lojas e antiquários onde se podem adquirir condecorações em Lisboa e, sobretudo, à Feira da Ladra. A visita ao MNAA impressionou vivamente o A. dada a elevada qualidade artística das insígnias jóias expostas. Especial referência merece-lhe também o facto de no decurso do jantar de gala que teve lugar na Messe da Marinha, em Cascais o Presidente da Direcção da AFP ter oferecido a todos os participantes o exemplar nº 1 do Boletim «Pro Phalaris» acabado de sair do prelo.
É pois com natural agrado que registamos as amáveis e elogiosas referências deste nosso Académico ao IV Encontro nas páginas da prestigiada revista, publicada pela OMSA.
Mais… (em Pdf)

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

11º Curso sobre Ordens Militares - Palmela


11º Curso sobre Ordens Militares
 “As Ordens Militares e o Sul da Península Ibérica”
 

organização da Câmara Municipal de Palmela (GEsOS – Gabinete de Estudos sobre a Ordem de Santiago) e da Universidade de Évora (CIDEHUS – Centro Interdisciplinar de História, Culturas e Sociedades da Universidade de Évora).


Data e Local: 11 e 12 de Fevereiro, na Biblioteca Municipal de Palmela 
Dedicado ao tema “As Ordens Militares e o Sul da Península Ibérica”, o curso pretende ajudar a conhecer e explicar as marcas patrimoniais (sociais, económicas e religiosas) da influência das Ordens Militares em Portugal e, em particular, a Sul do Tejo, onde essa influência foi mais continuada no tempo.

Vários especialistas portugueses apresentarão os resultados da investigação mais recente sobre o tema, sob consultoria científica da Prof. Doutora Fernanda Olival, do CIDEHUS da Universidade de Évora. Além das palestras, o programa propõe uma visita guiada à exposição “Pórtico Virtual: As Chaves do Restauro do Pórtico da Glória da Catedral de Santiago de Compostela”, patente na Igreja de Santiago, Castelo de Palmela, no âmbito do programa “Mostra Espanha”, e uma viagem de estudo à Rota do Fresco, com visitas guiadas a vários monumentos alentejanos.

Mais...

Programa... (.Pdf)



segunda-feira, 30 de janeiro de 2012