terça-feira, 6 de outubro de 2015

General Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real (1760 - 1832), 1.º conde de Subserra

Domingos Sequeira, sculp., Paris, 1824 (?)

General Manuel Inácio Martins Pamplona Corte Real (1760 - 1832), 1.ºconde de Subserra (1823).

Neste retrato, o General Pamplona, (gravura de Domingos Sequeira, Paris, 1824) ostenta as seguintes insígnias: Banda e Placa de Grã-Cruz da Ordem da Torre e Espada (1825), placa e insígnia de comendador da Ordem Militar de Cristo (1825); placa de Grã-Cruz da Real Ordem da Legião de Honra (1823); e as placas de Grã-Cruz das Ordens de Carlos III, e de Alexandre Nevsky.
Oficial de grande prestígio, Pamplona havia combatido com o General Gomes Freire de Andrade nos exércitos da Tzarina Catarina, a Grande, na guerra contra os Otomanos de 1787-1791 tendo sido condecorado com a grã-cruz da Ordem de Alexandre Nevsky e, com o grau de cavaleiro da Ordem de S. Vladimiro, segundo algumas notícias.
Em 1793 alistou-se no Exército da coligação contra a França sob o comando do Duque de Iorque e regressado a Portugal integrou a Divisão Auxiliar a Espanha, como Tenente-Coronel tendo-se distinguindo na Campanha do Rossilhão.
Foi um dos Oficiais que integrou a Legião Lusitana constituída pelo General Junot em 1808 como Chefe-do-Estado-Maior-General, tendo feito as campanhas de 1809, na Alemanha e na Áustria, a da 3ª invasão de Portugal, em 1810, sob o comando do General Massena e a da invasão da Rússia em 1812, tendo sido condecorado com o grau de cavaleiro da Ordem da Legião de Honra, em 1812.
Reconhecendo Luís XVIII após a Restauração e como Oficial do Exército francês permaneceu em França até 1821, quando foi amnistiado pelas Cortes Constituintes e eleito deputado pelos Açores.
Após a Vila Francada, em Junho de 1823, tendo-se tornado valido d’el-Rei Dom João VI, foi nomeado Ministro da Guerra e da Marinha e ministro assistente ao despacho do governo, dito o ministério dos inauferíveis direitos de El-rei.
A derradeira Grã-Cruz concedida por D. João VI foi ao General Manuel Inácio Martins Pamplona Corte-Real, 1º Conde de Subserra, em 15 de Janeiro de 1825, data da sua demissão do Governo por pressão Inglesa e, da sua nomeação para Embaixador em Madrid (cf. Dom Marcus de Noronha da Costa. ibidem, pp. 110 e ss.).
Por Carta Régia de 31 de Janeiro de 1825, D. João VI concedeu-lhe a mercê de comendador de Pinheiro Grande, na Ordem de Cristo (ANTT - M.R. - Livros das Comendas 155 A).
A presença destas insígnias no retrato não é porém compatível com a data vulgarmente atribuída à gravura – 1824 –, a menos que as mesmas tenham sido acrescentadas em data posterior a 31 de Janeiro de 1825, data da última das referidas mercês régias.
Preso, com sua mulher, por ordem de D. Miguel, em 14 de Junho de 1828, primeiro na fortaleza de S. Julião da Barra e depois na fortaleza do Bugio e na Torre de Belém, o general Pamplona e sua mulher acabaram por ser transferidos para o Forte da Graça em Julho de 1832, onde faleceu em 17 de Outubro desse ano (cf. Dom Marcus de Noronha da Costa, Cartas do 1º Conde de Subserra ao seu ajudante de campo José Soares de Albergaria Pereira, in «Armas e Troféus», Sep., Tomo I, Janeiro-Dezembro, 1996, pp. 132-143).
Contrariamente ao que por vezes é afirmado, o General Pamplona só foi agraciado com a Grã-Cruz da Real Ordem da Legião de Honra, por Luís XVIII, em Dezembro de 1823, ao mesmo tempo que o Conde de Palmela, na sequência dos acontecimentos da Vila Francada (cf. carta do visconde de Chateaubriand, Ministro dos Negócios Estrangeiros, publicada por Dom Marcus de Noronha da Costa, ibidem, pp. 119-120).

Bibliografia: José Vicente Pinheiro de Melo de Bragança. D. João VI e a Ordem da Torre e Espada (1808 – 1826), Lisboa, ed. do Autor, 2011; Paulo Jorge Estrela. Ordens e Condecorações Portuguesas 1793-1824, Lisboa, Tribuna da História, 2009).

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015



The Great War in Phaleristics
I International Colloquium
Proceedings

Humberto Nuno de Oliveira, José Vicente de Bragança, Paulo Jorge Estrela (editors)

Editor
ACADEMIA FALERÍSTICA DE PORTUGAL

Data de publicação
Lisboa, Novembro de 2014

Formato
Capa dura

Línguas
Francês e Inglês

Páginas
416, com ilustrações a cores

ISBN
978-989-640-175-7

Preço
Para membros da AFP, DGO, OMSA, OMSD, SKF,& SRO: 35,00 € (+ portes de correio: Portugal - 2,60€; Europa – 8,80 €; Resto do Mudo – 16,30 €)
Público – 45,00 € (+ portes de correio: Portugal - 2,60€; Europa – 8,80 €; Resto do Mudo – 16,30 €)

Pagamento
Por transferência bancária:
C/o da Academia Falerística de Portugal
Caixa Geral de Depósitos
IBAN: PT 50 0035 0027 0008 3735 3306 3


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ÍNDICE

Foreword

CHAPTER I - THE WAR CROSSES

La création de la Croix de Guerre Française
Jean-François Dubos.

L’invention de la Croix de Guerre Belge en 1915
Eric Maria Tripnaux-Monin

Portuguese War Cross. A democratic and popular mark for bravery
H. Nuno de Oliveira and Tiago Gomes Flôr

CHAPTER II - NEW MEDALS AND DECORATIONS
The impact of the First World War on the Belgium rewards system
Pat Van Hoorebeke

The Phaleristic impact of the Great war on Indian Military and
Civilian society
Edward S. Haynes

The Order of the Tower and Sword in the Great War
José Vicente de Bragança

World War I and the creation of an American Awards system
Fred Borch
CHAPTER III - CAMPAIGN MEDALS
The Commemoration Belgian Medal for the African Campaign 1914-1916
Guy Deploige and Philippe Jacquij

The Portuguese Campaigns Commemorative Medal and the Great
War Combat actions and ribbon clasps
Paulo Jorge Estrela
CHAPTER IV - COMMEMORATIVE MEDALS
The Mercantile Marine War Medals in WWI
Phil Lascelles

Classical motifs in the winged figure of Victory on the inter-allied Victory Medal 1919
Gilles Thomas Penman
Denmark and World War I
Sven Philip Jørgensen and Jan René Westh

World War I - Decorating the wounded
Bert Keers

The Principality of Waldeck and Pyrmont’s Friedrich Bathildis Medal
Gert Efler


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