Reviews

“A well structured work dealing with all possible aspects of the creation and development of the Order of the Tower and Sword…”
“Chapters 3 & 4 are an indisputable and most relevant contribution to discard myths and to combat the frequent frauds and forgeries which have appeared as original insignia of the Order…”.
“In a remarkable chapter nine, with an abundant amount of graphics and tables, we are gifted with a complete and detailed portrait of the recipients of the order, the motives for the awards and even a comparison between the awards of the Order with those of the traditional Portuguese military orders - an approach which marks and characterizes a deep research offering relevant data for the knowledge of this Order”.
“It is thus a recommended book being an outstanding contribution to the global history of the Order of the Tower and Sword, which deserves to be made, and to which the book is a remarkable keystone impossible to bypass”.
Prof. Humberto Nuno de Oliveira, Chairman of the Portuguese Phaleristics Academy

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José Vicente de Bragança, EL-REI D. JOÂO VI E A ORDEM DA TORRE E ESPADA (1808-1826). Lisboa, 2011.
ISBN 978-989-640-089-7. 142 páginas con ilustraciones a todo color.
El Conde de Arnoso, primer especialista en la historia de las Órdenes portuguesas, nos presenta su último estudio, atinente a la condecoración destinada desde 1808 a premiar el valor militar en campaña, Un premio que se acrisoló durante la llamada por los británicos Guerra Peninsular (1808-1814). Bragança nos ilustra con gran autoridad sobre el momento histórico de la transición desde las Órdenes Militares a las caballerescas, y los orígenes de esta prestigiosa Orden de la Torre y la Espada de valor, lealdade e merito, creada por el Regente portugués desde su exilio brasileño. Un estudio modélico (MF).
 
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«Nos últimos meses, o Dr. Bragança me vem obsequiando com diversas publicações de sua lavra, sempre escritas e editadas primorosamente, com grande precisão científica e notável seleção iconográfica. A iconografia, no caso, não é elemento secundário e puramente decorativo, mas é essencial. Isso porque, nas pesquisas de natureza falerística, muitas vezes são utilizados retratos antigos que reproduzem condecorações que já não mais existem ou, quando existem, são de acesso muito difícil. Os recursos modernos da fotografia digitalizada em alta resolução, com ampliações muito facilitadas, permitem que um retrato de museu, fotografado num país, seja reproduzido comodamente no computador de um falerista de outro país, que consegue ampliar bastante um detalhe do quadro, podendo examinar até nos seus pormenores uma condecoração que figura no peito de um retratado.

A leitura de cada um dos trabalhos do Dr. Bragança é instrutiva. Abre nossos olhos para realidades que vão muito além do campo visual do pesquisador comum e, mesmo, do historiador. Cada pormenor, cada minúcia, tem um significado, permitindo que o falerista dele deduza uma série de consequências que lhe permitem compor uma visão de conjunto. Por vezes, intrincados problemas diplomáticos ou políticos têm relação com pormenores aparentemente insignificantes de uma medalha conferida a um chefe de estado estrangeiro.

O último livro que recebi, do Dr. Bragança, intitula-se “El-Rei D. João VI e a Ordem da Torre e Espada (1808-1826)”. Foi editado em Lisboa, em 2011, num belo volume de 142 páginas, com texto bilingue em português e inglês.

A Ordem da Torre e Espada foi instituída pelo Príncipe-Regente D. João, futuro D. João VI, em maio de 1808, logo que chegou ao Rio de Janeiro, depois de ter atravessado o Atlântico e ter permanecido algumas semanas na Bahia. Desejando condecorar oficiais dos quatro navios de guerra ingleses que haviam acompanhado a viagem da Corte ao Brasil e não podendo lhes conferir as tradicionais condecorações militares portuguesas - das Ordens de Cristo, Avis e Santiago da Espada - por não serem católicos os referidos oficiais, decidiu D. João criar uma ordem nova, puramente civil e sem o caráter religioso inerente às antigas Ordens militares.

A nova Ordem pretendia restabelecer a lendária Ordem da Espada, que alguns autores afirmavam ter sido criada em 1459, pelo Rei D. Afonso V, para celebrar a conquista da praça-forte africana de Alcácer-Seguer.

O livro do Dr. Bragança é extremamente minucioso, mas consegue sê-lo sem cansar o leitor. O autor sabe, passo a passo, situar nos contornos gerais da História episódios saborosos da “petite histoire”, de modo que a leitura é sempre prazerosa e instrutiva. E sabe, sobretudo, ser um especialista extremamente erudito sem perder de vista os grandes panoramas que, quase sempre, são esquecidos pelos especialistas de qualquer área.»
ARMANDO ALEXANDRE DOS SANTOS é historiador, jornalista profissional, membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro e ex-director da Revista da Academia Piracicabana de Letras.
in Jornal «Tribuna Piracicabana», Brasil, de 15.02.2014 e no Blogue «Arautos d'El-Rei»



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